CINEMA - 'Trair e Coçar' tentará repetir sucesso na telona
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 21 de agosto de 2006
Juliana Alencar<br> Folhapress 
Fenômeno de bilheteria no teatro, a comédia ''Trair e Coçar É Só Começar'' entra em circuito nacional nesta sexta com a missão de quebrar a sequência de fracassos entre as adaptações teatrais para o cinema. Para escapar do mau destino de ''A Máquina'' (2006) e de ''Irma Vap: o Retorno'' (2006) e levar ''pelo menos um'' dos quase cinco milhões de espectadores que assistiram à montagem nos palcos, o diretor Moacyr Góes (de ''Xuxa e o Tesouro da Cidade Perdida'') aposta no talento de Adriana Esteves, 36. A atriz, que se descobriu no humor nas novelas de Carlos Lombardi, foi escolhida para viver Olímpia, protagonista da comédia de Marcos Caruso, na versão cinematográfica. Denise Fraga, que foi Olímpia no teatro, também foi cogitada. ''As comédias dependem exclusivamente dos atores. Estamos bem servidos deles, e esse é um dos nossos trunfos'', afirma Góes sobre o elenco do longa-metragem, produzido a toque de caixa em menos de dois meses. Econômico também foi o orçamento, de R$ 4 milhões.
Na adaptação, assinada pelo próprio Caruso (o autor é homenageado com citação no filme), Olímpia é uma desastrada empregada doméstica que traz à tona supostos casos de infidelidade por meio de uma série de mal-entendidos envolvendo três casais: seus patrões, Eduardo (Cassio Gabus Mendes) e Inês (Bianca Byington), os melhores amigos deles, Inês (Mônica Martelli) e Cristiano (Mario Schoemberger), além do síndico Claudio (Otávio Muller) e Vera (Marcia Cabrita).
Um vendedor de jóias (Thiago Fragoso), a sub-síndica linha dura (Cristina Pereira) e o porteiro fanho (Aílton Graça) também são metidos na confusão, involuntariamente armada pela faxineira trapalhona.
''É um filme despretensioso, simples, e é isso que o torna atraente'', conta a protagonista, que completa: ''Espero que o público ache a mesma coisa''.


