Fortes suspeitas. Esta produção ''The Dark'', que está em circuito nacional, traz ressonâncias óbvias dos dois recentes ''O Chamado''. E se não houvesse parentescos com estes títulos, bastaria o espectador acionar alguns flash backs e logo estariam de volta ''Poltergeist 2'', ''Cemitério Maldito'', ''A Bruma Assassina'' e até mesmo o cult ''Um Inverno de Sangue em Veneza''. Traços destas histórias estão espalhados neste roteiro que parece ter sido escrito e reescrito, como se o autor quisesse apagar todos os vestígios da trama original para ficar com uma colcha de retalhos.
Uma novaiorquina, Adele (Maria Bello), vai com a filha Sarah (Sophie Stuckey) até uma remota paragem nas costas de Gales. Elas vão visitar o ex-marido e pai James (Sean Bean). Quando Sarah desaparece apenas um dia depois de chegar ao local, tudo leva a crer que a menina se afogou. James lidera as buscas. Adele, por sua vez, segue outras pistas depois do encontro com a garota Ebril (Abigail Stone), que morreu há 60 anos. A agressiva, impaciente, cruel e estúpida Abigail não esconde que sempre foi mãe abusiva, a ponto de ter levado a filha a cometer suicídio.
Este aporte anglo-alemão ao modismo redivivo do terror fantasmagórico se apóia em velhíssimas lendas daquela região, reportadas no livro (''Ovelhas'') que deu origem ao filme e que promove uma combinação de cristianismo hard com mitologia céltica. O que resulta desta mistura pelas mãos do diretor John Fawcett é um filme com forte apelo visual (muito mais sugestivo que explícito) e cheio de idéias, mas infelizmente em permanente busca de coerência.
Há um redemoinho de alucinações confusas e pesadelos, idas e vindas aos domínios do além-túmulo, mortos à espera de alguma providência para afinal descansar. Não se entende muita coisa, o final é uma cópia borrada de outros filmes bem mais significativos, os personagens estão mal desenhados.

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