Ne­nhum efei­to 3D, mons­tros sim­pá­ti­cos ou brin­que­dos que an­dam. A ani­ma­ção fran­ce­sa ‘‘O ­Mágico’’ – que foi in­di­ca­da ao Os­car des­te ano e que es­treou na úl­ti­ma sex­ta-fei­ra, na sa­la do Ci­ne Com-­Tour/UEL – apos­ta em tra­ços ­mais clás­si­cos, com uma pers­pec­ti­va adul­ta e emo­cio­nan­te.
  Di­ri­gi­do pe­lo ci­neas­ta ­Sylvain Cho­met – que já ha­via de­mons­tra­do seu es­ti­lo mar­can­te de ani­ma­ção no lon­ga ‘‘Bi­ci­cle­tas de ­Belleville’’ – o fil­me con­ta a his­tó­ria do ilu­sio­nis­ta Ta­tis­cheff, um má­gi­co de­sen­gon­ça­do que as­sis­te com tris­te­za a de­ca­dên­cia de sua pro­fis­são.
  Apa­ga­do dian­te das no­vi­da­des na TV e ce­le­bri­da­des do ­rock, o ve­lho má­gi­co ain­da ten­ta lu­tar con­tra o tem­po, apre­sen­tan­do tru­ques que en­can­ta­vam mul­ti­dões no pas­sa­do e que, ago­ra, vi­ra­ram cli­chês: no re­per­tó­rio de Ta­tis­cheff es­tão o tru­que de ti­rar o seu (pro­ble­má­ti­co) coe­lho da car­to­la, des­co­brir moe­das ­atrás das ore­lhas de crian­ças e fa­zer car­tas de­sa­pa­re­ce­rem mis­te­rio­sa­men­te. To­dos os ­seus es­for­ços pas­sam, na maio­ria das ve­zes, sem cha­mar a aten­ção.
  Ten­do co­mo úni­ca op­ção a de via­jar atra­vés da Eu­ro­pa fa­zen­do per­for­man­ces em ba­res fa­li­dos e ca­sa­men­tos, Ta­tis­cheff se de­pa­ra, em uma de ­suas apre­sen­ta­ções, com a jo­vem Ali­ce, que fi­ca en­can­ta­da com os tru­ques e ­traz a ale­gria de vol­ta pa­ra a vi­da do per­so­na­gem.


● A narrativa do filme é baseada em um roteiro (não produzido) de Jacques Tati, um dos mestres da animação francesa

● Refere-se ao processo segundo o qual cada fotograma de um filme é produzido individualmente, podendo ser gerado por computação gráfica ou fotografando repetidamente uma imagem desenhada

mockup