CINEMA - 'O Ano' está entre 9 finalistas ao Oscar de filme estrangeiro
PUBLICAÇÃO
sábado, 19 de janeiro de 2008
Flávia Guerra<br> Agência Estado 
''Não há receita mágica. Nenhum truque. Só muito trabalho, sessões públicas e privadas. Ou seja, é preciso fazer o filme aparecer, com que as pessoas descubram que ele existe. Depois disso, é o filme quem fala por si'', explica o diretor Cao Hamburger ao comentar a estratégia adotada por ele, pelo produtor Fabiano Gullane e pelo publicist Steven Raphael para colocar ''O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias'' entre os 9 finalistas (entre 63 concorrentes) ao Oscar de melhor filme estrangeiro 2008.
A lista dos nove filmes que disputam as cinco vagas finais para, finalmente, ser escolhido o melhor do ano, foi divulgada esta semana pela Academia. Além de ''O Ano'', e conta com o representante italiano ''A Desconhecida'', de Giuseppe Tornatore; o austríaco ''The Counterfeiters'', de Stefan Ruzowitzky; o canadense ''Days of Darkness'', de Denys Arcand; o israelense ''Beaufort'', de Joseph Cedar; o casaque ''Mongol'', de Sergei Bodrov; o polonês ''Katyn'', de Andrzej Wajda; o russo ''12'', de Nikita Mikhalkov; e o sérvio ''The Trap'', de Srdan Golubovic.
A tal da estratégia parece simples. Mas nem tanto. ''Fazer o filme aparecer'' entre 63 concorrentes de todo o mundo em um mercado que é praticamente auto-suficiente, como o americano, significa também publicar, desde setembro (quando ''O Ano'' foi escolhido o representante brasileiro), anúncios nos principais veículos de cinema dos EUA (a ''Variety'', por exemplo), dezenas de sessões cujos participantes são escolhidos a dedo entre os chamados formadores de opinião do mercado de cinema, debates, muitos debates e participações em festivais e afins.
A tarefa deles com ''O Ano'' (que fez quase 400 mil espectadores no Brasil, está em DVD, passou por mais de 20 festivais - incluindo Berlim - e 30 países) está ''quase'' cumprida.


