Curitiba - O cineasta Francis Ford Coppola, de 64 anos, decidiu deixar por alguns dias sua produção de vinhos no vale de Napa, norte da Califórnia, Estados Unidos, onde está desde 1997, quando dirigiu ''O Homem que Fazia Chover''. Há cerca de uma semana, ele está em Curitiba onde pesquisa informações para o roteiro e a produção de seu próximo filme, ''Megalópolis''.
O diretor, que tem no currículo obras-primas como a trilogia ''O Poderoso Chefão'', ''Apocalypse Now'' e ''Drácula'' de Bram Stoker, pretende agora mostrar uma cidade, ambientada na Nova York do futuro, onde tudo funciona conforme deveria, deixando os moradores altamente felizes. Por isso, Coppola, acompanhado do desenhista de produção Dean Tavoularis e do assessor Tony Dingman, vem visitando várias cidades pelo mundo.
Curitiba foi incluída no roteiro depois de o diretor ter recebido informações elogiosas sobre a cidade nos Estados Unidos. Na capital paranaense, o diretor norte-americano conheceu o ex-governador e atual presidente da União Internacional de Arquitetos, Jaime Lerner. Do primeiro contato resultou um almoço na residência de Lerner, em que Coppola, filho de italianos, preparou um nhoque com tofu.
A cidade que ele pretende mostrar não deverá ultrapassar o limite do imaginável, como em obras de ficção científica, mas deverá satisfazer as necessidades humanas. Por isso, Coppola tem procurado viver o cotidiano em Curitiba e já foi visto em cafés e até andando de ônibus.
Aliás, em palestra sábado a estudantes da Universidade Tuiuti, ele confessou que o transporte coletivo, pelo qual a capital paranaense já é conhecida no exterior, chamou-lhe muito a atenção.
Segundo Coppola, o povo curitibano é cordial, uma das características que ele sonha para sua ''Megalópolis''. Com o projeto, Coppola pretende reproduzir quatro de suas preocupações: criar, aprender/ensinar, aperfeiçoar e celebrar.

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