A sala do Cine Catuaí 6, em Londrina, ficou lotada anteontem à noite na pré-estréia do filme ''Fahrenheit 11 de Setembro'', em promoção exclusiva da Folha que beneficiou com 200 ingressos os seus assinantes. Surpreendente e incômodo, o filme traz uma visão bastante pessoal do diretor Michael Moore contra a ''Era Bush''. Com uma edição esmerada, muitas vezes com imagens com ângulos inovadores de fatos já conhecidos pela grande maioria, o polêmico filme provoca no espectador uma reflexão mais profunda sobre os limites do poder, e também da falta deles.
Contestador, e talvez até ''panfletário'', o filme destaca a complexa rede de ligações comerciais entre as famílias Bush e Bin Laden, deixando transparecer os benefícios que ambas tiveram, e possivelmente ainda têm, com o atentado de 11 de setembro de 2001 e com a guerra no Iraque. Uma sensação desagradável de se sentir uma marionete nas mãos de pessoas escolhidas (às vezes de forma fraudulenta) para estarem no poder é inevitável nessa hora.
Uma das cenas mais chocantes é a de um jovem soldado norte-americano, no Iraque, contando que há uma ''trilha musical especial'' para matar, que é tocada dentro dos tanques de guerra. ''Fica mais fácil assim, parece que a gente está em um jogo de videogame'', diz o rapaz, precocemente exposto à banalização da vida.
Para saber a opinião do público, a Folha2 conversou com cinco espectadores que assistiram à pré-estréia anteontem. Confira a seguir as suas opiniões.

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