CINEMA - Festival do Rio premia Cidade Baixa e Máquina
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sexta-feira, 07 de outubro de 2005
Folhapress 
A tão almejada pulverização da distribuição de verbas no cinema brasileiro encontrou ecos anteontem à noite na cerimônia de premiação do Festival do Rio, no Cine Odeon BR. O estreante Sérgio Machado levou o prêmio de melhor filme do júri oficial com o seu Cidade Baixa, longa produzido pela Videofilmes, de Walter Salles. O filme do diretor baiano também faturou o troféu de melhor atriz para Alice Braga, sobrinha de Sônia Braga, que vive uma prostituta disputada por dois amigos de infância, interpretados pela inseparável dupla Lázaro Ramos e Wagner Moura.
O júri, presidido por Marco Müller e composto pela diretora Katia Lund, a roteirista Elena Soárez e o ator Milton Gonçalves, deu a Beto Brant o prêmio de melhor diretor por Crime Delicado, filme que surpreendeu o público do festival pela sua experimentação. Brant já havia sido premiado pelo filme no Festival de Gramado.
Cinema, Aspirina e Urubus, do também estreante Marcelo Gomes, levou o prêmio especial do júri, sendo ovacionado pela platéia. O filme do cineasta pernambucano também ficou com o prêmio de melhor ator para o baiano João Miguel. Entre os documentários, foram premiados 500 Almas, de Joel Pizzini (pelo júri oficial), e Do Luto à Luta, de Evaldo Mocarzel (pelo júri popular). O prêmio de melhor filme do júri popular foi para A Máquina, de João Falcão. Árido Movie, de Lírio Ferreira, cuja première teve uma recepção morna da platéia, não recebeu nenhum prêmio.
Os escolhidos pelo público também recebem prêmios em dinheiro: R$ 20 mil para o melhor longa de ficção e R$ 5.000 para o melhor documentário, concedidos pela rede Cinemark. A Globo Filmes também deu R$ 100 mil em mídia para Do Luto à Luta. O público do Festival do Rio deste ano foi estimado em mais de 230 mil pessoas.


