Foz do Iguaçu - Após meses paralisada, a gravação do filme ''A Saga, da terra vermelha brotou o sangue'' será retomada hoje em Foz do Iguaçu, com a presença do ator Roberto Bomtempo (A Casa das Sete Mulheres). O artista faz o papel do explorador espanhol Alvar Núnez Cabeza de Vaca, apontado por historiadores como o descobridor ''branco'' das Cataratas do Iguaçu, em 1542.
As filmagens na fronteira estavam paralisadas desde em 2002. Este ano, os produtores recuperaram o fôlego financeiro, porém preferiram retomar os trabalhos pelos Campos Gerais. As locações em Ponta Grossa e região ocorreram nos principais pontos turísticos, como Furnas, Buraco do Padre, Capão da Onça e Fazendo Modelo. As cenas retratam o período de 1542 e 1888.
De volta a Foz, a produção chamou 35 atores recrutados nas duas últimas semanas e inscritos em 2002. Esta semana, os atores receberam diferentes tipos de conteúdos, entre eles aula de introdução à arte de interpretar e curso de aperfeiçoamento de ator. A bagagem será testada nas aulas práticas nos sets de filmagens.
Hoje, as locações acontecem na cidade cenográfica de Foz do Iguaçu. No domingo e na segunda-feira será a vez do Parque Nacional do Iguaçu abrigar a equipe. Serão retratadas as épocas do Hotel das Cataratas, das primeiras casas na Avenida Brasil (hoje coração comercial de Foz), do começo da colonização e o acampamento militar de 1888.
Segundo o diretor de produção, Adilson Girardi, as filmagens serão dividas em três núcleos: Cabeza de Vaca (1542), tenente Firmino (1888) e o período de 1920 a 1940. Também estão entre os destaques de fatos históricos a passagem da Coluna Prestes pelo Oeste, em 1924, e a presença de Alberto Santos Dumont nas Cataratas do Iguaçu, em 1916.
Além de Roberto Bomtempo, participam do filme os atores João Vitti e Valdir Fernandes, Danilo Faro, Marcelo Faustini. À exceção de Bomtempo, o grupo não participa do núcleo que está agora em Foz do Iguaçu. No total, o elenco contará com cerca de 600 pessoas, entre profissionais e figurantes.
A primeira parte do filme foi produzida em Cascavel, em 1999, pelo diretor Manaoos Aristides, que resolveu explorar o tema numa série em 12 capítulos. Hoje, ele considera ter 60% do material pronto. A promessa é que o trabalho final chegue aos telespectadores ainda este ano pela TV Tarobá, parceira no empreendimento.

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