Até esta semana, o filme-polêmica de Mel Gibson sobre as horas finais e a crucificação de Cristo ocupava o 25º lugar entre as maiores bilheterias de todos os tempos, ostentando assombrosos US$ 605 milhões arrecadados em todo o planeta especialmente durante o período compreendido entre 25 de fevereiro (lançamento nos EUA) e 21 de julho (Cingapura) de 2004. Mas com certeza estes números devem aumentar consideravelmente a partir de hoje, quando ''A Paixão de Cristo'' volta a frequentar o circuito norte-americano (Canadá inclusive), agora com recorte menos agressivo.
Ao que tudo indica, o principal atrativo que transformou o filme de Gibson em um campeão de audiência vai reaparecer não muito, mas com certeza mais abrandado. O lado ''gore'' dessa ousada interpretação das escrituras foi literalmente enxugado. O que os americanos vão ver ou rever a partir de hoje é o que está sendo chamado de ''The Passion Cut''. No reencontro com o calvário, Mel Gibson passou pela sala de montagem e deixou por lá cerca de seis minutos do selvagem suplício a que ele submeteu não apenas o personagem, mas também contristadas e ecumênicas platéias de todo o mundo. O que não se sabe é se o voyeurismo pagante que lotou as salas vai endossar esta ''suavização''.
Alguns países Austrália, Holanda, Inglaterra e Argentina já programaram o relançamento para dia 25, não por coincidência Sexta Feira Santa. Até esta data, porém, esta lista deverá aumentar com os planos da Fox de reapresentar o filme em escala mundial. No Brasil, algumas capitais estarão mostrando o filme em pré-reestréias já a partir desta semana. Segundo informa a distribuidora, cerca de 100 cópias deverão voltar às telas do circuitão nacional na Semana Santa, mas com a versão integral, aquela do lançamento original que recebeu a classificação R (''Restricted'') por mostrar ''violência gráfica''.

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