A cineasta Berenice Mendes, que participou ativamente do seminário Cultura: Arte e Trabalho, diz que o presidente da Associação dos Artistas e Grafiteiros de Curitiba Timóteo Borges de Campos está completamente equivocado. ‘‘Ele tem razão quando diz que nos bairros não existe nada, mas está enganado com a posição da classe artística’’, esclarece.
Ela afirma que levar a cultura aos bairros da periferia e às comunidades mais carentes é exatamente a maior preocupação dos artistas. ‘‘Queremos levar para os bairros a cultura popular, a arte engajada. Tudo o que propusemos é para que a prefeitura invista a verba da cultura em projetos integrados com a população. Achamos que o dinheiro não pode ir mais uma vez para os empreiteiros, como tem acontecido há muitos anos, mas para o exercício da produção artística e cultural, valorizando os artistas e os talentos locais.’’
Segundo Berenice, até num campo de futebol pode-se montar uma tenda para que as oficinas aconteçam. ‘‘Igrejas, escolas, creches ou qualquer outro equipamento podem perfeitamente serem usados para abrigar cursos e oficinas, sem que o dinheiro público seja investido em obras faraônicas.’’ (E.M.C.)

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