Começar a tocar um instrumento é fácil; difícil é passar anos se aprimorando. Da mesma forma, basta reunir alguns músicos para criar uma orquestra de câmara, mas é preciso muito empenho - financeiro, inclusive - para manter o grupo por muito tempo. Assim, a Orquestra de Câmara Maxi tem motivo de sobra para celebrar os cinco anos de fundação.
No concerto realizado hoje, a partir das 20h30, no Teatro do Hotel Crystal, em Londrina, os músicos vão apresentar, junto com as músicas, suas habilidades em cada instrumento e principalmente a sua dedicação à arte, sob a regência de Roney Marczak. ''Vamos tocar como se estivéssemos doando parte de nós mesmos para quem estiver ouvindo'', assegura o regente.
No programa, composições de George F. Haendel, Jean Sibelius, Alberto Nepomuceno, Johann Sebastian Bach, Robert Schumann, Frédéric Chopin e músicas de Roberto Carlos, Tom Jobim, Luis Gonzaga e Zequinha de Abreu. A apresentação vai contar com a participação especial de Danilo de Oliveira, ex-aluno de Marczak que hoje integra a Academia de Música da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), e o percussionista André Vercelino.
A orquestra é formada por 20 músicos de Londrina e região, com idades entre 13 e 40 anos. Há estudantes promissores, ex-alunos da Sol Maior que se tornaram professores e até profissionais liberais. Em comum, eles tinham um bom nível de domínio de seus instrumentos e a falta de espaço para se apresentarem. ''É uma prova de que Londrina tem talentos que podem ser valorizados'', observa Marczak.
Ao todo, mais de 40 músicos já passaram pelo grupo, que, nestes cinco anos, realizou cerca de 70 concertos e apresentações diversas, de aberturas de congressos a gravações para rádio e televisão. ''Nosso objetivo sempre foi levar a música clássica e popular para o maior número de pessoas possível, atendendo principalmente quem não tem muito acesso à boa música'', enfatiza o idealizador da orquestra, acrescentando que o grupo já se apresentou nos distritos de Guaravera e Lerroville e em cidades como Tamarana, Rolândia, Apucarana e Maringá.
Segundo o músico, a orquestra tem contribuído para que os integrantes adquiram experiência inclusive para participar de orquestras maiores ou mesmo formar grupos para atuar em eventos. E o próprio grupo também tem se desenvolvido. ''Através de ensaios semanais, conseguimos elevar nosso nível, e hoje somos considerados uma orquestra semi-profissional. É uma grande conquista'', comemora.
Agora, Marczak, que é proprietário da Escola de Música Sol Maior (mantenedora do grupo, com colaboração do Colégio Maxi), está criando uma orquestra infantil para dar essa mesma oportunidade para crianças. Ele também pretende ampliar a atuação da orquestra de câmara, mas, para tanto, precisaria de mais recursos. ''Empresas que tenham interesse em colaborar, não sejam tímidas. Se reunirmos forças, poderemos fazer muito mais'', sugere.

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