São Paulo - Estreia hoje o filme ''Cilada.com'', coescrito e protagonizado por Bruno Mazzeo. O longa é inspirado em ''Cilada'', sitcom que foi produzida entre 2005 e 2008 e que até hoje é reprisada pelo canal pago Multishow. O filme talvez venha se tornar um sucesso comparável a ''Os Normais -o Filme (2001)'', pois, além de ser adaptado de uma série, conta com vários globais no elenco, como Fernanda Paes Leme, Carol Castro, Serjão Loroza e Fulvio Stefanini.
Além disso, o projeto se vale do bom momento do humor no Brasil, que vem revelando tantos comediantes de stand-up e rendendo inúmeros programas de TV. ''Eu acredito que o ''Cilada'' foi um dos responsáveis por essa boa safra do humor'', diz José Alvarenga Jr., diretor de ''Cilada.com''.
''Essa galera (os humoristas) é muito unida, um sempre participa do projeto do outro e, como o Bruno está em todas, é normal que muitos tenham entrado no filme'', complementa. Da nova geração, participam Dani Calabresa (MTV), Fabiula Nascimento (''Junto e Misturado'') e Fernando Caruso (Multishow), além de Débora Lamm, Augusto Madeira e Thelmo Fernandes, que já integravam o elenco fixo de ''Cilada''. O filme contabiliza 65 participações especiais.
A principal mudança na transposição para o cinema está no formato. A série era dividida em esquetes sobre assuntos do cotidiano, vistos sob diferentes aspectos, com doses cavalares de humor ácido. Apesar da transição de uma cena para outra também poder ser vista como um esquete, o filme segue uma sequência contínua e aposta em um humor bem mais escrachado.
''A gente quis se desapegar do programa. Não queríamos que parecesse um episódio esticado'', diz Bruno Mazzeo. O humorista reconhece que o filme é bem mais popular do que o seriado. As projeções de bilheteria giram em torno de 2 milhões de espectadores.
Outra diferença do filme é uma ''humanização'' do personagem principal, Bruno. Além de estar muito mais agressivo, ele também está mais sensível, para garantir o clímax de comédia romântica do filme. ''Quisemos fazer um estilo bem em voga nos EUA, que vai além da comédia, colocando o humor no meio da galhofa. Como ''Superbad', que é uma ''porra-louquice' romântica'', compara Mazzeo. Segundo Alvarenga Jr., o longa foi concebido visando o público adolescente. ''Fiz o filme para o meu filho de 16 anos'', reconhece.

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