Cidades e vilas se escondem entre montanhas e vales
Cleide Cavalcante
Agência Estado
Aproveitando o clima de inverno, a região serrana do Espírito Santo é uma ótima opção. Regados a vinho, queijo e fondues, os melhores roteiros são os que não se atentam a cronogramas e horários. O ideal é mesmo alugar um carro e descobrir, aos poucos, as inúmeras cidades e vilas escondidas entre vales e montanhas. Como a simpática Domingos Martins, também conhecida como a Cidade do Verde que, dizem seus moradores, possui o terceiro melhor clima do mundo; ou a pequena Dores do Rio Preto, porta de entrada para a Serra do Caparaó, onde se localiza o Pico da Bandeira.
A zona serrana do Espírito Santo representa 77% da superfície do Estado. Pouco explorado pelos turistas - já que o Estado é mais conhecido por seu litoral -, o roteiro ainda é pouco explorado pelas agências de turismo. No entanto, quem o conhece diz maravilhas. Durante as noites de inverno, a temperatura pode cair para até cinco graus negativos. Portanto, pousadas com lareiras são as mais indicadas.
Domingos Martins está a 43 quilômetros da capital, Vitória, e a 542 metros de altitude. Colonizada por alemães, a maior atração da região é a Pedra Azul, no distrito de Aracê. Com 1,8 mil metros de altitude, a grande pedra, no centro do parque estadual de mesmo nome, ganha um reflexo azulado com a luz do sol.
Não deixe fora do roteiro de viagem, as cachoeiras do Galo, com queda dágua de 70 metros de altura; do Tijuco Preto e da Pedra Azul. Além das tradicionais trilhas pela mata e vales verdes, com muitas bromélias e orquídeas, e da Reserva Kautsky (é necessário autorização para entrar no parque), criada pelo botânico Roberto Kautsky.
O Orquidário Kautsky, com mais de 700 espécies de orquídeas, é um dos maiores do País. A Estação Domingos Martins, no Vale da Estação, foi inaugurada em 10 de janeiro de 1900, é um importante ponto turístico da cidade.
Para repor as energias, o comércio local oferece guloseimas tradicionais, como compotas, biscoitos, chocolates e vinhos e licores caseiros. Uma vez no centro, visite a Casa da Cultura que guarda o passado da colonização alemã por meio de documentos e objetos dos imigrantes.
Aos domingos, a movimentação acontece em torno da Praça Arthur Gerhardt, onde é realizada a Feira do Agroturismo, das 9 às 18 horas. Na ocasião, os fazendeiros e moradores aproveitam para comercializar produtos de fabricação artesanal, como o queijo, doces variados e também peças em tricô e crochê. Em Domingos Martins, também há belas igrejas, como a Evangélica Luterana, de 1866.
Ainda descendo a serra, o próximo ponto de parada é o Museu Ferroviário da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), na antiga estação de Argolas, no município de Vila Velha. Funcionando há pouco mais de um ano, o museu foi construído em parceira com o Banco Real, mas ainda depende de recursos para que o projeto inicial tenha pleno funcionamento.
Vila Velha, a mais antiga cidade do Espírito Santo, tem como principal ponto de visitação o Convento da Penha, rota de peregrinos de todo o País. Muitos romeiros, inclusive, chegam a subir o morro no qual ele está localizado, com quase 160 metros de altura, de joelhos. Mas nem só quem vai pagar promessa deve conhecer o lugar, que oferece uma vista encantadora. O convento foi fundado em 1570 por padres franciscanos. Outro local de destaque é o Morro do Moreno, com 167 metros de altura, somente alcançado por carro com tração nas quatro rodas. É onde pode-se ter uma das mais belas vistas das cidades vizinhas.Alugar um carro é o ideal para conhecer, sem pressa, a serra capixaba. Roteiro pode começar por Domingos Martins
ReproduçãoDomingos Martins Colonizada por alemães, a maior atração da região é a Pedra Azul, no distrito de AracêReproduçãoCachoeira do Galo: queda dágua de 70 metros de alturaReproduçãoConvento da Penha, em Vila VelhaReproduçãoVenda Nova do Imigrante: colonização italianaReproduçãoAgroturismo: produção artesanal de doces e compotas





