Cidade renova mostras e apresente boas opções
CIDADE RENOVA MOSTRAS
E APRESENTA BOAS OPÇÕES
Hora de mudança nas exposições das salas da Fundação Cultural. Outras galerias e até bares apresentam boas novidades
Divulgação
Obra do alemão Juergen Strunck que estará em exposição no Museu Metropolitano de ArteNovas exposições serão montadas nos espaços da Fundação Cultural de Curitiba a partir de amanhã. Entre elas, um conjunto de obras inéditas da artista plástica e poeta curitibana Denise Queiroz, realizadas durante o período em que viveu em Berlim (Alemanha). A mostra de Denise, que morreu em 1994, aos 26 anos, está sendo organizada pelo seu marido, o artista alemão Gernot Bubenik, com a assessoria, em Curitiba, de Geraldo Leão.
A exposição ficará no Museu Metropolitano de Arte, onde também ficarão exposta as gravuras do artista alemão Juergen Strunck, radicado nos Estados Unidos e professor em Dallas.
O Memorial de Curitiba abrigará as exposições do gaúcho Hélio Fervenza e do paranaense Laércio Redondo. As exposições do Memorial abrem amanhã, dia 13, às 20 horas, e das do MuMa, na quinta-feira, dia 14, no mesmo horário.
Denise QueirozPinturas, desenhos e poemas compõem um painel da produção artística de Denise Queiroz. A exposição procura discutir a relação intensa entre a arte e a vida que alimentou a produção plástica e literária de Denise. Nesta mostra ganhou ênfase a importância do registro de uma história pessoal por sua intensidade, profundidade e talento.
Denise Queiroz começou sua carreira em Curitiba, frequentando a Feira do Poeta. A partir de 1988 começou a frequentar cursos de pintura e gravura, aprendendo técnicas e recebendo estímulo de artistas, entre eles, Geraldo Leão, Dulce Osinski, Eliane Prolik, Rossana Guimarães e Guita Soifer. Com sua morte prematura, vítima de câncer, restaram a Denise pouco mais de quatro anos de trabalho artístico, dois deles vividos na Alemanha, ao lado de Bubenik.
StrunckJuergen Strunck, professor de Gravura da Universidade de Dallas, traz a Curitiba 16 trabalhos, feitos numa técnica semelhante à xilogravura, criada e desenvolvida por ele mesmo. Nascido em Neidenburg, Alemanha, e atualmente radicado no Texas, Strunck encara sua arte como uma forma de elevar o espírito, revelar verdades para coisas que não temos palavras, tirar-nos deste mundo, mostrar ordem e definir o caos.
O artísta plástico gaúcho Hélio Fervenza apresenta a exposição Conjunto Vazio. Trata-se de uma instalação que utiliza elementos visuais que contêm ou dão ênfase a diferentes noções de vazio.
Compõem o trabalho folhas de papel celofane incolor, cápsulas vazias e transparentes de remédios, recortes produzidos a partir de balões de histórias em quadrinhos, prateleiras vazias, sinais gráficos, alfinetes, entre outros materiais.
FervenzaHélio Fervenza é natural de SantAna do Livramento, formado pela Escola de Artes Decorativas de Strasbourg e doutor em Artes pela Universidade de Paris (França). O artista desenvolve suas atividades artísticas usando vários suportes como a fotografia, gravura, objetos, vídeos, livros, cartazes e instalações. Fervenza já realizou exposições individuais no Brasil, França, Chile, Espanha, Uruguai, Holanda, Iugoslávia e Porto Rico. Atualmente é professor do Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Laércio Redondo, que teve sua formação artística em Londrina, especializando-se depois em cursos na Itália e Polônia, expõe desenhos nos quais deixa vestígios, rastros e marcas de experiências vividas. O fio condutor da mostra, segundo ele, não está no ato de registrar, mas sim de dar uma dimensão ao instante vivido.
Memorial de Curitiba (Largo da Ordem). Exposição Conjunto Vazio, com obras de Hélio Fervenza, no salão Paraná -2º andar. Exposição de Laércio Redondo, no salão Brasil - 3º andar. De 13 de maio (abertura às 20 horas) a 14 de junho.
Museu Metropolitano de Arte (Avenida República Argentina, 3430). Exposição com obras de Denise Queiroz (sala Célia Neves Lazzarotto). Exposição de Juergen Strunck (sala II). De 14 de maio (abertura Às 19 horas) a 21 de junho.





