DivulgaçãoHistóriaO Marco Zero de Montevidéu, bem no centro: cidade é tradicional e preservacionistaO Uruguai quer entrar na rota turística da América do Sul oferecendo para seus vizinhos e parceiros do Mercosul opções que não se restringem apenas ao balneário mais rico e famoso do momento: Punta de Leste. Com uma extensão territorial menor que a do Paraná e uma população de 3 milhões de habitantes (contra os 8 milhões de paranaenses), o Uruguai tem opções, boa infra-estrutura e bons preços.
O acesso ao país ainda é restrito. Linhas aéreas regulares só saem de São Paulo com destino a Montevidéu e Punta de Leste. No máximo, uma escala em Porto Alegre. Vôos somente pela Varig/Pluna (companhia uruguaia) ainda de pouco conforto. Mas vale a pena.
Montevidéu é uma cidade histórica, merece ser conhecida. Tem museus, salas de artes, teatros com bons espetáculos, além de shows noturnos, restaurantes variados, e uma vida que mescla a movimentação de uma capital com ritmo de cidade pacata, acolhedora, pouco desfigurada pela violência comum em grandes centros urbanos.
A capital do país tem, a poucos metros de distância do centro, cafés que resistem há mais de um século de história, como o Café Brasileiro, de 1877; restaurantes que preservam a estrutura da centenária estação ferroviária (fechada, sem qualquer atividade, mas com estudos para ser reaberta); bairros com arquiteturas inglesa, italiana e espanhola, e prédios suntuosos do século passado - todos decorados com enormes placas de mármore esculpidas, lisas e de inúmeras cores.
Tradicional e preservacionista, Montevidéu também fez de um antigo mercado um dos pontos de encontro mais movimentados e interessantes da cidade: o Mercado do Porto onde se observa a alma grastronômica do país. A fartura de carnes expostas em grandes grelhas que não páram de assar com fogo e brasas as especialidades do país: carne bovina com seus derivados, os famosos chouriços; cortes de ovelhas, frango e miúdos preparados como a tradição local manda. No ponto certo, todos formam a tradicional parrillada. (Atenção: um prato destes é suficiente para duas pessoas, e os preços compensam a curiosidade).
Explorando as riquezas Banhada em toda sua extensão pelo Rio da Prata, Montevidéu pode se gabar de ter um ‘‘mar’’ a seu alcance. De tão grande e volumoso, o Rio da Prata chega nas areias da costa com movimento suficiente para satisfazer banhistas a qualquer hora. É o rio que garante a Montevidéu manter um porto de ligação comercial estratégica com o resto do mundo. Através dele, o Uruguai mantém sua fama de produzir boa carne, lã, laticínios, vinhos e muito couro.
Para atender o turismo, virou regra no país manter em qualquer situação preços compatíveis com o serviço, infra-estrutura e bom atendimento. Os hotéis, mesmo os mais simples, oferecem o necessário ao turista que vai, na prática, passar o dia fora percorrendo a cidade. Os preços médios estão na faixa de US$ 70,00 a US$ 80,00 com café da manhã e serviço de quarto.
Nas ruas, além da história, é possível encontrar um comércio permanente que explora bem suas riquezas: finas lãs transformadas em cashmires macios e baratos; couro da melhor qualidade, cobrindo sapatos e bolsas; casacos também de couro que viram objeto de desejo de muitos viajantes. Atenção mais uma vez: nos casacos, mesmo em fábricas próprias, o ideal é pechinchar ao máximo para conseguir um preço compensador. Uma antiga prisão também vira ponto de compras: foi transformada em shopping que abriga griffes famosas.
Vale a pena conhecer ainda, prédios tradicionais como a sede do Congresso e do Senado, o Palácio da Justiça. Museus e salas de arte ficam também no centro para facilitar a localização.

A jornalista viajou a convite do Ministério de Turismo do Uruguai

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