Cidade oferece muitas atrações
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domingo, 21 de maio de 2000
Jackeline Seglin Enviada ao Texas 
Fundada em 1836 pelos irmãos Augustus e John Allen, Houston ganhou o nome do general Sam Houston, que conduziu o exército do Texas em suas vitória contra as forças do general Santa Anna na Batalha de San Jacinto. Um ano depois, a cidade foi incorporada à República do Texas, da qual foi capital de 1837 a 1840.
Hoje, Houston tem uma população etnicamente diversificada (54% de brancos, 23% de hispânicos, 19% de afro-americanos e 4% de asiáticos) e apresenta curiosas características devido, principalmente, à proximidade com o México. O brasileiro que lá desembarca, pronto para gastar o inglês ensaiado, nem sempre precisa passar por sufocos com o idioma. É bastante comum ter nos estabelecimentos pessoas que falam o espanhol com o sulamericano os mexicanos compõem uma grande parcela da mão-de-obra. No entanto, acabam cometendo um equívoco ao achar que é a língua falada no Brasil.
Longe de ser comparada a Miami, Houston é um destino ainda pouco conhecido pelos brasileiros. E apesar dos mais de 60 idiomas falados na região, o português não parece estar entre eles. Evidentemente, isso não é problema para o brasileiro se aventurar e conhecer as muitas atrações oferecidas pela cidade.
O turista tem inúmeras opções do que fazer em Houston tudo depende do tempo em que vai permanecer na região, onde estão quatro das dez maiores atrações do Texas: o Astrodome (primeiro estádio com cúpula do mundo, é a base do Show de Gado e Rodeio de Hosuton); o Six Flags Astroworld (um parque de diversões com mais de 100 passeios e atrações entre elas uma coleção de 11 montanhas-russas , que recebe anualmente 2,5 milhões de visitantes); o Moody Gardens (um complexo formado pelas Pirâmides da Floresta e da Descoberta e um aquário gigante) e o Centro Espacial de Houston/Nasa.
Localizado a 40 quilômetros do centro de Houston, o centro de operações da Nasa torna-se atração especial não somente para turistas estrangeiros, como também norte-americanos. Todos querem saber detalhes das atividades espaciais. Para isso embarcam em excursões ténicas com programas de visitas, com direito a brincar em réplicas e simuladores.
Na Space Center Plaza, o turista pode encontrar, além de informações completas, duas lojas com souvenirs da NASA, restaurante, expoisções e salas de projeção de vídeo.
O Johnson Space Center, centro oficial de visitas e museu interativo da Nasa, explora o passado, presente e futuro dos vôos espaciais tripulados através de exposições de aeronaves retiradas de circulação, roupas espaciais e pedras da Lua. Também oferece simulações por computador para fazer aterrissar uma nave espacial ou lançar um satélite, além de visitas com guias pelas instalações.
Para fazer este último passeio, o turista deve enfrentar uma fila para subir no trenzinho que fará o percurso pelo Centro. A primeira parada e talvez a mais interessante é a sala de controle dos vôos espaciais, muitas vezes cenário dos filmes do gênero. Depois, o visitante conhece o laboratório de Simulação do Ambiente Espacial e o Laboratório de Modelos de Integração. No passeio também é possível saltar do trem por alguns segundos e tirar uma foto ao lado de um ônibus espacial exposto nos jardins do Johnson.
Os houstonianos fazem questão de lembrar que a primeira palavra falada da Lua, em 1969, foi o nome da cidade, quando Neil Armstrong chamou o comando: Houston, aqui é a Tranquility Base. A Eagle aterrissou.
Uma curiosidade do local é que cerca de 20 mil habitantes trabalham no Centro de Operações Espaciais da Nasa, um complexo de 656 hectares. Vale lembrar que a base de operações para lançamento de ônibus espaciais não fica no Texas, mas no Cabo Canaveral Flórida.
Ao falar de Houston, não de pode deixar de citar que o município sedia um grande número de instituições de ensino, entre elas, a Rice Universty, fundada na virada do século e considerada a mais prestigiada instituição particular do Texas. Da mesma forma, Houston é um conceituado centro médico. É lá que fica o Texas Memorial Center, o maior do mundo no gênero. Numa área de mais de 250 hectares, abriga 14 hospitais num total de 42 instituições, onde são realizadas pesquisas clínicas avançadas nos campos de terapia genética, câncer e cardiologia.
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