Lisboa surgiu entre montes e colinas na margem direita do Rio Tejo, com o Oceano Atlântico por horizonte. Celtas, romanos, visigodos e mouros já habitaram a região, cujo nome deriva de Alis Ubbo (‘‘enseada amena’’), como os fenícios chamavam o local em que faziam comércio.
O território passou a pertencer a Portugal em 1147. Depois de um mês de cerco aos mouros, os homens de dom Afonso Henriques, o primeiro rei português, invadiram o castelo da cidade – aquele que, mais tarde, seria dedicado a São Jorge. E Alis Ubbo, que, nessa época, tinha virado Alisbuna, transformou-se em Lisboa.
Em 1252, a cidade tornou-se capital do reino. Pouco mais de dois séculos depois, Lisboa já tinha destaque no cenário europeu. Além de ponto de partida para os descobrimentos portugueses, era um centro internacional de comércio e serviria ainda de entreposto para mercadorias vindas da África, América e Ásia.
No século 18, um acontecimento mudaria a cara da cidade. O terremoto de 1755 mais precisamente no dia 1º de novembro – destruiu Lisboa quase toda, restando apenas parte do que hoje é o centro histórico antigo. A reconstrução, financiada pelo ouro brasileiro e comandada pelo Marquês de Pombal, um dos maiores ícones da história portuguesa, em especial a lisboeta, deixou as vielas apertadas da Idade Média para os cartões-postais, quadros e gravuras. Em seu lugar, surgiram largas avenidas, prédios espaçosos e tudo o que estava na ordem do dia em matéria de urbanização na Europa. A única exceção foi a Alfama, que não foi atingida pelo terremoto e até hoje mantém características da Lisboa antiga.

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