Cidade exporta escândalos
Arquivo FolhaA casa de PC na Praia de Guaxuma: atração turísticaO turismo vive da imagem. E a de Alagoas está bastante desgastada. Desde o governo Collor, Alagoas é um celeiro de escândalos políticos. Denilma Bulhões que se autodenomina a Evita do Nordeste, afirmou bater em seu ex-marido, Geraldo Bulhões, então governador do Estado, com uma toalha de banho molhada. Seus dois filhos também deram o que falar: um foi preso por porte de drogas e o outro, por assassinato após briga de trânsito. Mas não parou por aí: teve o caso PC Farias, um encadeamento de fatos até sua morte recente. Agora, o governador Divaldo Suruagy está envolvido no esquema dos precatórios. Não é nada raro chegar às praias alagoanas e notar a presença de capangas, armados, protegendo a costa. Mesmo porque, muitas praias pertencem a figurões locais e estão fechadas ao turista.
Além disso, um relatório anual divulgado pelo Fórum Permanente contra a Violência revelou que o Estado é um dos piores lugares para se viver no Hemisfério Sul. Entre as razões, estão a corrupção, o clientelismo e a recorrência a instrumentos de violência como práticas corriqueiras para manter a dominação. Os números apresentados no dossiê são impressionantes: 28,7% no aumento de homicídios; em 49% dos crimes há omissão sobre os acusados; e a polícia participou em 30% dos casos de violência.
Turismo e política Os escândalos realmente abalaram a imagem do Estado, mas não influíram negativamente no turismo, afirma o governador. Segundo ele, Alagoas recebe uma média de 140 mil visitantes por ano. Suruagy acredita ainda que este número será incrementado com os visitantes que desejam conhecer os cenários da mais recente novela policial: a Praia de Guaxuma, hoje um dos roteiros mais procurados de Maceió.
Para incentivar o turismo, o governo planeja gastar, neste ano, cerca de US$ 50 milhões na criação de infra-estrutura.





