Depois de quase um século de escavações no Vale de Teotihuacan, arqueólogos mexicanos anunciaram no último dia 26 de abril a mais importante descoberta de todos os tempos naquela região: as ruínas de uma grande cidade plana que existiu por volta do ano 250 de nossa Era, muito antes da invasão espanhola que destruiu toda a cultura asteca e maia.
A estrutura da antiga cidade dá novos horizontes aos estudos arqueológicos na região, pois ela aparentemente definiria os ‘‘subúrbios’’ da área central, exaustivamente estudada até hoje, onde se localizam as pirâmides. Todo essa área urbanística mostra que ali existiu uma cidade muito maior e muito mais complexa do que se pensava até agora.
Os fundadores da cidade pertenciam à misteriosa ‘‘cultura-mãe’’ da atual civilização mexicana e fizeram seus assentamentos no imenso vale seco de Teotihuacan. As pirâmides que eles construíram, assim como todo o resto da comunidade, foram abandonadas misteriosamente seis séculos mais tarde.
Várias gerações de arqueólogos escavaram aquela região por mais de cem anos, porém até hoje concentravam-se nas pirâmides e centros religiosos, muito mais que nas áreas onde existem apenas casas e centros de comércio.
Agora os arqueólogos acreditam que muitas moradias, grandes portões e casas de comércio podem existir embaixo do grande vale ressequido e cheio de cactos. Com o futuro estudo das ruínas que poderão ser encontradas será possível ter uma idéia bem melhor de como essas culturas viviam e sobreviviam antes da chegada dos espanhóis.
Agora, o objetivo é escavar os restos da tumba de uma criança, provavelmente filha de um dos reis da cidade. Os arqueólogos já desenterraram várias cenas, gravadas em pedra, onde são vistas mulheres homenageando o nascimento de uma criança. Falta apenas alcançar a profundidade suficiente para abrir a tumba da criança. Mas os desenhos gravados nas pedras revelam algumas coisas interessantes: naquela época as mulheres vestiam uma pequena túnica de algodão, grandes brincos e turbantes nas cabeças.

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