Cidade do 'Quarteto Fantástico' foi inspirada em obras de Niemeyer
Nova adaptação se passa em uma Nova York dos anos 1960, com edifícios que lembram a arquitetura modernista
PUBLICAÇÃO
domingo, 27 de julho de 2025
Nova adaptação se passa em uma Nova York dos anos 1960, com edifícios que lembram a arquitetura modernista
Folhapress 

SÃO PAULO, SP - Matt Shakman, diretor de "Quarteto Fantástico: Primeiros Passos", afirmou que o filme traz inspirações na obra do arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer em entrevista ao Uol.
A nova adaptação dos heróis da Marvel se passa em uma Nova York dos anos 1960, repleta de edifícios que lembram a arquitetura modernista e desenhada a partir de uma estética retrofuturista.
Segundo Shakman, a equipe se inspirou no estilo de Niemeyer para a idealização de ambientes como o Edifício Baxter, QG do time de super-heróis popularizado pelos quadrinhos. Ele diz que as principais fontes foram projetos como a cidade de Brasília e a sede da ONU.
"O design do Edifício Baxter, com sua estética retrofuturista, é fortemente inspirado pelo trabalho de Oscar Niemeyer e Eero Saarinen, um arquiteto americano", disse ainda o designer de produção Kasra Farahani, ao Omelete.
"O visual do filme foi moldado com base nesse estilo modernista, em pleno auge da corrida espacial", acrescentou Shakman. O novo longa da Marvel chegou aos cinemas nesta quinta-feira (24).
Crítica
Se souberem combinar seus superpoderes, os integrantes do Quarteto Fantástico podem até vencer a batalha contra o devorador de mundos Galactus. Difícil mesmo para esses heróis é enfrentar o fraco e equivocado roteiro escrito para mais uma tentativa da Marvel para emplacar um bom filme desse grupo de heróis.
Este "Quarteto Fantástico: Primeiros Passos" chegou a esboçar em trailers e cenas vazadas alguns indícios que poderia ir bem diante de um novo público.
Só faltou criar uma história que fosse inteligente, emocionante e com boas ideias para aproveitar a química de uma equipe que reúne personagens que podem oferecer discussões sobre gênero, família, gap geracional e visões de mundo opostas, amparadas pela ciência ou pela força.
Alguns roteiristas geniais fazem isso nos quadrinhos há mais de 60 anos. Mas para este filme a escolha foi um roteiro centrado na gravidez de Sue Storm, a Mulher Invisível, e na perda de confiança das pessoas no Quarteto, depois que várias circunstâncias fazem os terrestres que eles sempre defenderam não acreditarem mais em seus heróis.
É difícil dizer se a escolha de Pedro Pascal para ser Reed Richards é um acerto ou um erro. O chileno talvez seja hoje o ator mais fofo do planeta Terra, fazendo um filme atrás do outro, e isso gera antagonismos. Alguns fãs dizem "Que legal! Pedro Pascal de novo!", enquanto outros reclamam "Ah, não! Pedro Pascal de novo?".
O filme começa com a notícia de que ele vai ser pai, e esse anúncio enterra até o final a figura do líder cerebral que Richards desempenha nos quadrinhos. Ele é um pai nervoso e muito pressionado pela mulher, interpretada pela inglesa Vanessa Kirby, a melhor Mulher Invisível de todas as versões.
A Surfista Prateada
A partir da ousadia, ou talvez o melhor seja dizer heresia, de mudar o gênero de um dos personagens mais icônicos do universo Marvel. No lugar do Surfista Prateado, o arauto que Galactus envia aos planetas que vai destruir, aparece a Surfista Prateada. E essa mudança não passa por empoderamento feminino.
Ela é uma mulher nua coberta de energia cósmica que está na história apenas para servir de interesse romântico aos hormônios incandescentes do Tocha Humana. (Com Thales de Menezes)


