Na se­ma­na pas­sa­da, cer­ca de 600 pes­soas lo­ta­ram as ga­le­rias e o ple­ná­rio da Câ­ma­ra de Ve­rea­do­res de Lon­dri­na pa­ra as­sis­tir à ses­são que con­ce­deu ao fe­nô­me­no pop ­Luan San­ta­na o tí­tu­lo de ci­da­dão ho­no­rá­rio da ci­da­de. De acor­do com a ata, a ho­me­na­gem foi con­ce­di­da pe­la con­tri­bui­ção do can­tor a pro­je­tos so­ciais e por ele ser con­si­de­ra­do um ‘‘em­bai­xa­dor ­cultural’’ da ci­da­de no res­to do ­País.
  O even­to ra­pi­da­men­te ga­nhou des­ta­que na­cio­nal, em jor­nais, si­tes de en­tre­te­ni­men­to e re­des so­ciais. Mas nem tu­do ter­mi­nou em fes­ta: a ce­ri­mô­nia do Le­gis­la­ti­vo tam­bém re­per­cu­tiu ne­ga­ti­va­men­te atra­vés das re­des so­ciais, re­ple­tas de crí­ti­cas à ho­me­na­gem ao can­tor. ‘‘Que ti­po de mé­ri­to ele, com 21 ­anos, po­de ter al­can­ça­do pa­ra re­ce­ber es­se tí­tu­lo? Ele mo­ra na ci­da­de há ape­nas ­dois ­anos, nem ele nem nin­guém da fa­mí­lia nas­ceu ­aqui’’, cri­ti­ca o re­pór­ter ci­ne­ma­to­grá­fi­co Ro­ni Hen­ri­que.
  El­ve Cen­ci, pro­fes­sor de éti­ca e fi­lo­so­fia po­lí­ti­ca da Uni­ver­si­da­de Es­ta­dual de Lon­dri­na (UEL), apon­ta ou­tra ver­ten­te da dis­cus­são. ‘‘Eu não ­acho jus­to dis­cu­tir o mé­ri­to do ­Luan San­ta­na. Eu dis­cu­to, sim, o mé­ri­to do Po­der Le­gis­la­ti­vo da ci­da­de. Em que ati­vi­da­de um ve­rea­dor de­ve, pri­mor­dial­men­te, gas­tar seu tem­po?’’, ques­tio­na o pro­fes­sor.
  ‘‘No fi­nal, o que es­tá em jo­go não é a his­tó­ria ou o me­re­ci­men­to da ho­me­na­gem ao ­Luan, mas sim a for­ma co­mo os po­lí­ti­cos ­usam is­so, apro­vei­tan­do-se da fa­ma de um can­tor e per­den­do um tem­po va­lio­so, que po­de­ria ser usa­do pa­ra dis­cu­tir ou­tros pro­je­tos im­por­tan­tes pa­ra a ­cidade’’, ar­gu­men­ta.


● O cantor nasceu no Mato Grosso do Sul, mas possui residência em Londrina desde 2009. A iniciativa de titulação à Luan Santana partiu do vereador Jairo Tamura (PSB)

● Foram cerca de R$ 250 mil revertidos à APS Down, à Apae e ao Instituto do Câncer de Londrina


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