Na programação de hoje das palestras do 1º Ciclo de Idéias, promovido pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná, o painel ‘‘Tecnologia e Desenvolvimento’’ vai abordar o tema ‘‘A Rede da Vida’’, no Memorial de Curitiba a partir das 14 horas.
Os convidados são, o professor Jair Moggi, da Fundação Getúlio Vargas e consultor da Adigo Consultoria Empresarial; o diretor executivo da Sociedade de Proteção à Vida Selvagem, Clóvis Borges; e o diretor executivo da Greenpeace-Brasil, Roberto Kishinami.
O representante brasileiro da Greenpeace vai discutir um tema polêmico para o Paraná: o investimento em indústrias automobilísticas. ‘‘Os governos, e não só o do Paraná, promovem a instalação das industrias automobilísticas numa atitude de comprometimento do futuro’’, alerta afirmando que os governos estão ‘‘sacando do futuro para criar os empregos no presente.’’
A sugestão de Kishinami é que os estados invistam em transporte público. ‘‘Tudo que está sendo oferecido e facilitado para as indústrias automobilísticas deveria ser convertido em investimentos em alta tecnologia - via satélites, motores elétricos - para o transporte coletivo.’’
‘‘Vou abordar alguns tópicos para se implementar o que se tem chamado de desenvolvimento sustentável’’, adianta Kishinami afirmando ser uma definição redundante. ‘‘Por que, se não for sustentável, não é desenvolvimento. Em geral, o desenvolvimento vai em direção a agredir a natureza. Isso faz parte da natureza humana. Não vejo como eliminar isso, mas são possíveis algumas negociações.’’
Por sua vez, o consultor de empresas Jair Moggi, vai propor um debate no que chama de ‘‘arquétipos dos processos de transformação.’’ Como exemplo, ele cita os quatro níveis de qualquer empresa: os recursos físicos (espaços), os processos (tempo), as relações humanas (sensibilidade) e a identidade (caráter). ‘‘Desta forma temos uma visão humanista da empresa.’’

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