Elevada à categoria de santa pela Igreja Católica, Joana D’arc transformou-se na figura de uma jovem com roupas de soldado, sendo queimada na fogueira da Inquisição. Nada além disso. A dramaturga americana Carolyn Cage tomou a história, deu-lhe tratamento teatral e o resultado desse processo pode ser visto hoje e amanhã no espetáculo ‘‘Joana Dark – A Re-volta’’, estrelado por Christiane Torloni, em cartaz no Guairão, em Curitiba.
A atriz encarna a camponesa francesa, pobre e analfabeta, que ajudou a escrever a história de seu país movida pela impetuosidade e generosidade de suas ações.
Essa mescla de acontecimentos e emoções é conduzida no palco por José Possi Neto, o elegante diretor que esteve no projeto anterior de Christiane Torloni, ‘‘Salom钒. O casamento entre eles não é de agora. Em 1989 estiveram juntos, nesta mesma condição, no megasucesso ‘‘O Lobo de Ray-Ban’’; em 1993 em ‘‘Extasis’’, realizado em Portugal, e em 1997, ‘‘Salom钒. O espetáculo recebeu oito prêmios da crítica especializada, e esteve em todas as listas dos melhores do ano.
Agora, para viver Joana D’Arc, Christiane Torloni se joga ao palco também na condição de guerreira: fica dependurada de cabeça para baixo; se enrola em cordas, como se fosse trapezista, joga para fora horror e raiva, é forte e frágil, seguindo os meandros da alma.
‘‘Joana Dark – A Re-volta’’, de Carolyn Cage, tradução e adaptação de Maria Adelaide Amaral e Rodrigo Amaral, direção de José Possi Neto. Com Christiane Torloni, Augusto Vieira, Jorge Lima, Roberto Aguiar, Zamir de Castro. Dias 27 e 28, às 21 horas, no Guairão. Ingressos: R$ 25,00 (platéia), R$ 20,00 (primeiro balcão), R$ 10,00 (segundo balcão).