O choro, manifestação musical autenticamente brasileira, tem cerca de 150 anos e uma história contada e recontada em alguns livros esparsos. A primeira obra a ir fundo nas suas raízes, chegando até os dias atuais, chama-se ‘‘Choro - do Quintal ao Municipal’’, de Henrique Cazes. O livro será lançado amanhã (sábado), a partir das 10 horas, na Livraria Werk, em Curitiba.
Surgido ainda antes do samba, nos quintais da periferia carioca, o choro saiu dos arrabaldes para ingressar na música erudita de Villa-Lobos, Francisco Mignone, Guerra-Peixe, Radamés Gnattali.
Uma trajetória obviamente acidentada, porque a cultura popular é sempre recebida com reservas pelos donos do poder. Chegar aos nobres palcos municipais é a comprovação da persistência da arte, e da coragem dos músicos que a acolheram, contrariando os esnobes.
Nas 214 páginas do livro estão desde os pioneiros A.S. Callado e Anacleto de Medeiros, até os contemporâneos Paulinho da Viola e Hermeto Pascoal. A história recente do choro é contada a partir de entrevistas com Joel Nascimento, Déo Rian e Cesar Faria, entre outros.
Uma roda de choro dará ritmo e cor ao lançamento do livro de Henrique Cazes. Embora tradicionalmente os chorões se reúnam na livraria nas manhãs de sábado, desta vez é diferente. O autor de ‘‘Choro - do Quintal ao Municipal’’, é o melhor solista de cavaquinho da atualidade.
Foi um dos idealizadores da Orquestra de Cordas Brasileiras, da Orquestra Pixinguinha e da Camerata Carioca - grupos que agregaram alguns dos melhores instrumentistas de cordas do Brasil. Ao lado do violonista João Egashira e do clarinetista Sérgio Albach e convidados, deverá dar uma ‘‘palhinha’’. Enfim, uma manhã de leitura e audição.

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