Na fase de mudança escolar, é raro os alunos não terem crises de choro e de saudade, que com o tempo vai ficando mais fácil de lidar, ainda mais com o advento da internet e ferramentas afins de comunicação como o Orkut e o MSN.
É o caso do aluno Bruno da Silva Pereira, 10 anos, que veio de Grandes Rios para estudar em Londrina. De uma vez só duas mudanças importantes: de cidade e de escola. ''Cheguei a chorar e fui me adaptando aos poucos, mas ainda tenho saudades'', admitiu Bruno, que utiliza a internet com frequência para falar com os amigos antigos.
Já Guilherme Azevedo Constâncio, 10 anos, mudou de escola na mesma cidade e mesmo assim conta que ficou ''meio angustiado'' com a situação. ''Deixei muitos amigos e também estava acostumado com a outra escola. Mas em três dias fiz novos amigos e acho que a mudança valeu a pena, pois aqui o ensino é mais puxado'', comentou.
Há três meses estudando na escola nova, Sofya Sgarioni, 12 anos, relata que há uma semana parou de chorar de saudade. ''Fiquei muito abalada com a mudança de escola, foi muito difícil para mim, mas acho que agora já estou me acostumando'', garantiu.
De Curitiba veio Thalita Amorim, 13 anos, para morar pela primeira vez com a mãe e, consequentemente, estudar em um lugar diferente. ''Fui eu que decidi por essa mudança e no começo ficava pensando se iria fazer amigos, se iriam gostar de mim e, sinceramente, não esperava que fosse me adaptar de forma tão rápida. Está tudo bem e quase todo final de semana vou a Curitiba para visitar o meu pai e rever os velhos amigos.''
As amigas Vitória Motter e Vitória Marcela Machado Rodrigues, 10 anos, mudaram juntas de escola e confirmam que isso amenizou a dificuldade de adaptação. ''A gente veio de uma escola pequena e nos sentimos mais seguras dessa forma'', afirmaram.
Trabalhando em conjunto com a orientadora Marta Inêz Rossi Freitas, a coordenadora pedagógica Carla Rocco, do Colégio Universitário, avalia que normalmente são os alunos adolescentes que mais sentem dificuldade de adaptação. ''Isso também tem muito a ver com a personalidade de cada um, se são mais retraídos ou extrovertidos, e buscamos atuar nas necessidades específicas que cada um apresenta'', informou.
Segundo ela, o procedimento normal é ter uma conversa informal com os alunos antes da chegada do novo integrante para que sejam solícitos com ele, que emprestem o caderno com as matérias já vistas e façam companhia no recreio. ''De forma geral, os alunos são solidários e fazemos um acompanhamento mais próximo durante a adaptação do aluno novo'', concluiu.(A.P.N.)

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