'Chorando no Rio' reúne finalistas
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segunda-feira, 15 de outubro de 2001
Mauro Dias<br> Agência Estado 
Será realizada hoje, a partir das 20h30, na Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro, a prova final do festival Chorando no Rio. Doze músicas disputarão os prêmios, que somam R$ 10 mil, e os troféus que merecerão os melhores choros concorrentes. Artistas reconhecidos, dedicados ao choro, como Guinga - na maior parte da obra -, Silvério Pontes, Cristóvão Bastos, estão entre os finalistas.
Eles foram escolhidos entre os 36 concorrentes que participaram das semifinais, realizadas nas três últimas terças-feiras. O Chorando no Rio é uma promoção do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, com apoio da Secretaria Estadual de Cultura, Faperj, Funarj e ainda da TV Educativa, que vem exibindo as semifinais. Para quem gosta de boa música e recebe o sinal da TV Educativa carioca, um programa obrigatório: assistir, no sábado, à íntegra da prova final, a partir das 22 horas.
A apresentação das 36 concorrentes foi gravada ao vivo e as músicas farão parte de um CD duplo, de cujo encarte constarão todas as partituras. É uma iniciativa muito importante e que parece não ter precedente, pelo menos em música popular.
Coordenado pelo cineasta e produtor cultural Adonis Karan, com direção musical do violonista Luiz Otávio Braga - um chorão de primeira grandeza -, o Chorando no Rio recebeu cerca de 250 inscrições, que chegaram do País inteiro e de músicos brasileiros residentes no exterior. A primeira triagem chegou às 36 semifinalistas.
Na abertura da noite de amanhã - os ingressos custam R$ 5 -, o público ouvirá a suíte ''Retratos'', de Radamés Gnatalli, executada por Joel Nascimento, acompanhado por quinteto de cordas que terá regência de Roberto Gnatalli. A suíte ''Retratos'', umas das obras magnas do choro, é uma coleção de perfis musicais de grandes chorões, como Nazaré e Pixinguinha.
As 12 músicas finalistas são: ''Balançadinho'', de Jorge Cardoso; ''Talvez'', de Cazé; ''Pisando em Paralelepípedo'', de Marcus Ferrer; ''Maxixe em Família'', de Silvério Pontes e Francisco Nacarati; ''Fabiano e sua Turma'', de Mário Seve; ''No Boteco do Hélio'', de Antônio Carlos Gomes; ''Respira Fundo'', de Cristóvão Bastos e Mário Negrão; ''Quando os Vejo'', de Beto do Bandolim; ''Um Clarinete Antigamente'', de Humberto Araújo; ''Zé Galinha'', de Cláudio Camunguelo; ''Troglodita 171'', de Anselmo Mazzoni; e ''Dichavado'', de Guinga.
É intenção da organização tornar o Chorando no Rio evento fixo do calendário da cidade. O choro, considera Adonis Karan, no que tem toda razão, é a mais nacional das expressões musicais, praticada desde que se deu a conhecer o que hoje chamamos de música popular brasileira.


