China incluirá o Brasil na lista de países turísticos
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terça-feira, 18 de maio de 2004
Fabiana Cimieri<br> Agência Estado 
Rio - O ministro do Turismo, Walfrido dos Mares Guia, disse no Rio que o ministério terá dados confiáveis sobre o mercado turístico até o fim do ano que vem. ''Atualmente, estima-se que ele corresponda a 3,5% do Produto Interno Bruto, mas esse número não é confiável'', disse ele, acrescentando que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi contratado para fazer o trabalho. O resultado permitirá saber com quantos pontos porcentuais o turismo contribui para cada Estado e para o País.
Em almoço com empresários do setor na Câmara Americana de Comércio, no centro, Guia anunciou que o governo chinês autorizou a inclusão do Brasil na lista dos países que os chineses podem visitar. A formalização do acordo deve ocorrer durante a viagem à China do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que embarca na sexta-feira. O acordo entre os dois governos ganha importância porque os chineses só podem ir a 67 países.
Com um bilhão e 300 mil habitantes, até 2020 a China será o quarto maior emissor de turistas internacionais, segundo estimativas da Organização Mundial de Turismo (OMT). Legalmente, agências e operadoras de turismo só podem fazer pacotes para países que tenham o Status de Destino Aprovado (ADS) uma autorização formal do governo chinês.
''Sem maiores investimentos, autoridades chinesas me disseram que podemos chegar a receber cem mil turistas em 2006 e a um milhão em 2010'', disse Guia, aos empresários que participavam do almoço. Trinta e cinco deles irão junto com a delegação brasileira ao país asiático.
Durante a viagem, o ministro tem programadas duas apresentações para operadores de turismo locais: em Pequim e Xangai. Ele disse que irá ressaltar as possibilidades de turismo ecológico, aventura e observação no Brasil: ''Os chineses não têm fascínio pela praia, querem entrar na floresta, caminhar, observar a fauna e a flora, coisas que eles não têm lá.'' Em contrapartida à autorização, o Brasil terá de desburocratizar as exigência para a concessão do visto, afirmou Guia. Outra empecilho para a vinda efetiva dos chineses é a ausência de linhas aéreas entre os dois países. ''Atualmente não há justificativa para haver um vôo semanal, mas vamos conversar com a China Air'', explicou, acrescentando que a Varig tem interesse nessa rota.
Outra medida para aumentar o fluxo de turistas internacionais, segundo o ministro, é o investimento de R$ 7 milhões neste ano na abertura de escritórios comerciais da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur). Na Europa, já estão abertos os de Lisboa (Portugal), Madri (Espanha) e Paris (França). Até o fim do ano mais três serão abertos na Europa, três nos Estados Unidos e um número ainda não definido na América Latina.


