Chico Science receberá homenagem no Free Jazz
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sábado, 13 de setembro de 1997
Agência Estado 
ReproduçãoChico Science: criatividade do brasileiro impressionou Goldie que fez música em sua homenagemO movimento Mangue Beat de Chico Science ultrapassou as fronteiras de Pernambuco e do Brasil e foi parar na Inglaterra. Um dos mais importantes nomes da música eletrônica internacional, o britânico Goldie, 31 anos, aterrisa no Brasil para o Free Jazz Festival, em outubro, com uma surpresa na mala: a música Chico - Death of a Rockstar, que faz um tributo ao líder da banda Nação Zumbi, morto em um acidente de carro no início deste ano. Ele era um grande músico, declarou Goldie, que usa este nome por ter os dentes da frente todos de ouro com detalhes de brilhantes.
A nova música fará parte do disco Saturnz Returnz, o segundo de Goldie, em fase de final de produção em Londres, a ser lançado em outubro deste ano. O músico e sua banda Metalheads, composta por seis DJS que acompanham o músico, se apresentará no Free Jazz Festival em São Paulo, no dia 10 de outubro, e no Rio de Janeiro, no dia 11 de outubro.
Expoente do DrumnBass, Goldie se diferencia no cenário mundial da música com suas linhas mais jazzy e sua percussão quente. Sem se prender a rótulos, o cantor afirma que não faz música pop, mas sim popular, e explica a diferença. O pop é uma fábrica. Para ele, existem dois tipos de música: a de origem negra e a influenciada pelos negros. Desprezando o termo jungle - é uma terminologia mercadológica-, com o qual a crítica tem rotulado o músico, Goldie se considera influenciado principalmente pelo jazz latino (morou 16 anos em Miami) e cita a música Libélula, de Luiz Jardim (percussionista brasileiro radicado em Nova York), como uma de suas preferidas.
Em seu próximo disco, Saturnz Returnz, Goldie cria músicas com som forte do baixo e da guitarra, usando influências até do hardcore. Sobre a relação das drogas e do jungle, o músico é taxativo: isso é coisa do passado, as drogas são do começo do movimento, uma herança das festas raves. A gente cresce e fica adulto. Hoje, a melhor droga é a própria música, garante ele.


