Chico Buarque é uma unanimidade nacional? Talvez sim, desde que se leve em conta a opinião feminina e se omitam os argumentos dos que o acusam de apoiar a ditadura cubana de Fidel Castro. Respeitado desde os anos 60 como compositor, e desde os 90 como escritor, o filho de Sérgio Buarque conquistou prestígio quase intocável no País.
Avesso a badalações, ele agora é tema de uma série de programas especiais na TV. O documentário em episódios ''Chico Buarque'' chega hoje à TV aberta depois de ser exibido pela DirecTV, de acesso restrito a quem possui assinatura ou antena parabólica. Com direção de Roberto de Oliveira, a atração vai ao ar durante todo o mês de julho, sempre aos domingos, às 22 horas.
Dedicando-se a revelar as várias facetas do artista, os registros o mostram no Rio de Janeiro, Paris e Roma intercalando as imagens atuais com material de arquivo. A série de três programas começa com ''Meu Caro Amigo'', que ressalta a importância da Cidade Maravilhosa na obra do homenageado, as parcerias com Tom Jobim e Vinicius de Moraes, a relação entre música e poesia e seu método de criação.
Este primeiro episódio apresenta 13 canções interpretadas pelo compositor e por grandes amigos. Entre elas constam ''Maninha'', com Tom Jobim; ''Pois É'', com Elis Regina; ''Choro Bandido'', com Edu Lobo; Samba para Vinicius'', com Toquinho; e ''Nuvem Negra'', com Gal e Djavan. O segundo episódio, intitulado ''À Flor da Pele'', foi gravado em Paris. Será exibido no domingo, dia 17, também às 22 horas.
Já o terceiro programa ''Vai Passar'', entra no ar no dia 24. No último domingo do mês, dia 31 de julho, a Band vai reapresentar um desses três programas seguindo a preferência do telespectador que escolherá pelo Alô Band (031 31 8803 9090 ).

mockup