Quando o romance ''Se Eu Fechar os Olhos Agora'' (Record), de Edney Silvestre, ficou em primeiro lugar em sua categoria no Prêmio Jabuti - depois de ter recebido o Prêmio São Paulo de melhor autor estreante -, tornou-se automaticamente um dos favoritos ao prêmio de Livro do Ano de Ficção.
Mas quem levou esse título (e os R$ 30 mil correspondentes) foi o segundo colocado na categoria romance: ''Leite Derramado'' (Companhia das Letras), de Chico Buarque. O músico/escritor/dramaturgo, naturalmente avesso a eventos públicos, compareceu à cerimônia de premiação, realizada na noite de quinta-feira na Sala São Paulo (na capital paulista), para receber o seu terceiro Jabuti.
Chico já havia conquistado o prêmio máximo em 1992, com Estorvo, e em 2004, com Budapeste. Desta que foi a 52 edição do Jabuti, ele levou também o prêmio na categoria ''Júri Popular - ficção'', recém-incluída.
Já ''O Tempo e o Cão'' (Boitempo), da psicanalista Maria Rita Kehl, foi eleito o melhor livro de não-ficção. Já pelo júri popular, o escolhido foi ''Linguagens Formais: Teoria, Modelagem e Implementação'' (Bookman Editora), de Marcus Vinícius Medena Ramos, João José Neto e Ítalo Santiago Vega. Na ocasião, também foram premiados os vencedores de todas as 21 categorias, anunciados em 1º de outubro.

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