Chico Batera para dançar no Sesc Pompéia
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quarta-feira, 26 de janeiro de 2000
Por Mauro Dias 
São Paulo, 26 (AE) - O percussionista Chico Batera, à frente de sua orquestra, é a atração de amanhã (27) do projeto "Quem não Dança Segura a Criança", do Sesc Pompéia, em São Paulo. Chico apresenta o repertório do disco "Salsa con Alma", lançado no início de 1998. São clássicos para dançar - o projeto é para quem gosta de dançar, como o nome explicita.
"Salsa con Alma" é o sexto disco-solo da carreira de Chico Batera, carioca de Madureira, integrante, mais tarde, do time seleto do rei da noite carioca, Carlos Machado, músico do Beco das Garrafas, em Copacabana, berço da bossa nova. Como acompanhante, Chico é o predileto dos grandes - de Elis Regina a João Gilberto, de Sérgio Mendes a Chico Buarque. E Tom Jobim, Frank Sinatra, Ella Fitzgerald, Quincy Jones, Michel Legrand, João Bosco, Gilberto Gil. Com Chico Buarque esteve como percussionista durante toda a temporada do show "As Cidades".
Sempre foi ótimo compositor. Em "Salsa con Alma" apresenta algumas obras suas, mas dá preferência aos clássicos do que chama de "música afro-latina bailábile" - boleros, rumbas, tangos, cha-cha-chás, sons, merengues, isso a que, genericamente, chamamos salsa. Salsa é molho, o que dá gosto, o que tempera, ativa o paladar. Na apropriação musical do termo culinário, fica valendo a metáfora: Chico Batera e a orquestra "Salsa con Alma" fazem música com ginga, bossa, balanço, suingue. Sinônimos: molho, tempero.
Há dois anos, Chico resolveu formar sua orquestra. Estudou, escreveu os arranjos, consultou vasta discografia da música caribenha (vasculhou os arquivos que o amigo Chico Buarque pôs à disposição) e formou o repertório do disco, aumentado para a apresentação no Sesc Pompéia. Não faltarão os clássicos, como "El Día Que me Quieras" e "Babalu", mas o espetáculo trará outros itens, mais raros, para o bem do corpo e o dos ouvidos.


