Cheio de graça
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segunda-feira, 01 de junho de 2015
Luana Borges<br>TV Press 
Paulo Verlings se acostumou a interpretar tipos populares em seus últimos trabalhos na tevê. Depois do Lila de "Suburbia" e do carismático Bill de "Copa Hotel", o ator mostra um outro lado cômico na pele do mototaxista Tom Cruzes, em "Babilônia".
Para ele, encarnar o personagem da atual trama das nove é um processo natural. Tanto que não demorou nada para que encontrasse o tom do papel. Desde o teste de elenco, Paulo percebeu que se daria bem na pele de um aspirante a galã que não fica com ninguém. "Fiz um teste só e o Dennis (Carvalho, diretor de núcleo) me chamou. Era uma cena bem grande, de uma página, e fiquei muito à vontade", recorda.
O que também ajuda o ator são as próprias referências de sua vida. Nascido e criado em uma comunidade de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, ele aproveitou o contato com os amigos de infância para criar Tom Cruzes. "Eles fizeram um grupo no WhatsApp que veio a calhar porque são pessoas que moram lá na comunidade. Um dos amigos é mototaxista e é minha fonte de inspiração", conta.
Para ficar ainda mais condizente com o perfil do personagem, Paulo precisou mudar o visual. A pedido de Dennis Carvalho, raspou a lateral da cabeça, formando o desenho de duas listras. "Para a vida, eu odeio. Sempre uso touca, boné... Mas, para o Tom Cruzes, é sensacional", admite.
Apesar de se sentir confortável fazendo comédia, Paulo prefere não se enquadrar em nenhum gênero. "Depois do 'Copa Hotel', as pessoas, na tevê principalmente, começaram a me ver muito com esse tom cômico. Eu sou ator, faço tudo nesse lugar: drama, comédia, tragicomédia...", explica.
Nome: Paulo Sandro Verlings da Silva.
Nascimento: Em 24 de setembro de 1985, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.
O primeiro trabalho na tevê: "Força-Tarefa".
Sua atuação inesquecível: "Quando fiz 'Copa Hotel'. Os diretores Mauro Lima e Tomás Portella me ensinaram muito".
Interpretação memorável: "Fernanda Montenegro em 'Central do Brasil'".
Momento marcante na carreira: "A minha passagem pela escola de teatro Martins Pena é um momento bem marcante para mim. Foi quando comecei a ter contato profissional com o teatro e tive uma mudança não só como artista, mas como cidadão".
A que gosta de assistir: "Séries como 'Breaking Bad', 'Game Of Thrones' e 'House Of Cards'".
A que nunca assistiria: "Programa de fofoca".
O que falta na televisão: "Um pouco de coragem para fazer arte e entrar em determinados assuntos".
O que sobra na televisão: "Programa de fofoca tem aos montes".
Ator: Marco Nanini.
Atriz: Fernanda Montenegro.
Com quem gostaria de contracenar: Fernanda Montenegro.
Se não fosse ator, o que você seria: "Infeliz".
Humorista: Fábio Porchat.
Novela preferida: "Renascer", exibida pela Globo em 1993, e "Vale Tudo", de 1988.
Que novela gostaria que fosse reprisada: "O Cravo e A Rosa".
Papel que gostaria de representar: "Um travesti".
Música: "Entretanto", da Mart'nália.
Filme: "Abril Despedaçado", de Walter Salles, e "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain", de Jean-Pierre Jeunet.
Autor: Jô Bilac.
Livro: "O Matador", de Patrícia Melo, e "Clube da Luta", de Chuck Palahniuk.
Medo: "De cobra".
Projeto: "Dar continuidade à minha companhia, Teatro Independente. E também estou envolvido em um projeto para o teatro com Luís Mello que se chama 'Fevereiro'".


