Entre os meses de dezembro e março, a chegada das chuvas amplia ainda mais as atrações para quem vai ao Pantanal. É durante o ciclo da cheia que as aves migratórias como marreco-caboclo, maçarico, andorinha e bem-te-vi, colorem o céu ao lado de pássaros típicos da região. Os extensos campos ficam alagados e transformam-se em espelhos d‘água, refletindo os matizes do pôr-do-sol, e o verde da natureza ganha uma tonalidade ainda mais intensa com as chuvas.
A diversidade da fauna e da flora pantaneiras, que transformaram a região em Reserva da Biosfera Mundial pela Unesco, pode ser observada durante os passeios realizados na área de 53 mil da fazenda onde está instalado o Refúgio Ecológico Caiman, no município de Miranda (MS). Os turistas podem fazer trilhas a pé, passeios de barco, cavlgadas ou safáris fotográficos em veículo aberto na companhia dos caimaners – guias bilíngues com formação universitária.
Na cheia, a fartura de alimentos e o clima quente atraem principalmente aves migratórias do Hemisfério Norte, como os maçaricos vindos do Canadá e Estados Unidos. Pequenos e acinzentados, eles se alimentam de insetos na beira de rios e em poças d‘água formadas pelas chuvas. A cheia também promove a chamada ‘migração interna’, quando aves aquáticas como o marreco-caboclo, ficam à beira de lagoas e poças, devido ao transbordamento dos rios.

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