Charmosa convocação
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sábado, 02 de maio de 1998
Eduardo Minc TV Press 
Luiza Dantas/Carta Z NotíciasMilena Ceribelli e Michel Marcel: francês na ponta da línguaMilena Ceribelli corre contra o tempo. A jornalista e apresentadora do programa Globo Esporte foi escalada pela emissora para fazer parte da equipe que vai viajar para a França para cobrir a Copa do Mundo de Futebol. Com a certeza que a sua convocação foi mais que justa, Milena já se prepara para não dar vexame em sua primeira cobertura jornalística de um grande evento internacional. Assim que a lista da equipe foi anunciada, Milena tomou a primeira providência: procurou o professor Michel Marcel e pediu para que ele intensificasse ainda mais as aulas de francês.
É um idioma muito charmoso. Até o início da Copa já vou estar falando fluentemente. Fazendo até biquinho, brinca Milena. A jornalista irá apresentar chamadas antes das partidas do Brasil e dos programas esportivos. Mas Milena não descarta também a possibilidade de invadir outros campos.
Ela até já pautou a primeira grande reportagem que poderá fazer na França. Depois que conheceu o treinador da Jamaica, o brasileiro Renê Simões, Milena tem acalentado o desejo de mostrar como se comportam os jogadores de um país que ama o futebol tanto quanto o reggae. Vai ser uma ótima oportunidade para juntar duas paixões: esporte e música, acredita.
Antes de começar a se envolver com o esporte, Milena foi locutora de uma emissora de rock-n- roll numa extinta rádio de Niterói, no Rio de Janeiro. Segundo a jornalista, o gosto pela música e pelo esporte foi herdado dos pais. Filha de um assíduo praticante de jogging, Milena lembra de uma história contada pela mãe.
Ela revela que, quando nasceu, a primeira coisa que o pai fez foi olhar para as suas pequeninas pernas. Ele queria ver se eu tinha canela fina de corredora, conta a jornalista. Mas Milena também já brincou nas quatro linhas Jogava no meio de campo, mas nunca tive talento para ser uma Ronaldinha, reconhece a apresentadora.
O esporte preferido de Milena sempre foi mesmo o voleibol. Passou a adolescência jogando com a família numa casa na cidade de Friburgo, na Região Serrana do Rio de Janeiro. Chegava a varar a noite num campinho improvisado. Minha mãe tinha de forçar uma parada técnica para a gente jantar, lembra Milena.
Quando saía das quadras, Milena tratava de aprimorar-se nos idiomas. Descendente de italianos, a jornalista se considera uma apaixonada pelo estudo das línguas, como o francês, italiano, espanhol e inglês. Porém, mesmo quando ainda não sabia falar mais do que a palavra francesa merci (obrigado) e a expressão síl vous plâit (por favor), Milena nunca passou dificuldades em se comunicar nas viagens pelo exterior. Na primeira vez que foi a Paris, ela chegou a alugar um carro e conseguia dirigir guiando-se pelas cores das placas.
Além da aula semanal de conversação que mantém com o professor Michel, Milena também está preocupada em manter-se em plena forma física para aguentar a maratona jornalística fora das quatro linhas do gramado. Ela chegou a pedir para que a sua personal trainer, Jaqueline Louise - descendente de franceses - preparasse um programa especial de exercícios Tenho de estar na ponta dos cascos para render o melhor possível, adianta Milena.
Ela tampouco se assusta em fazer parte de uma equipe em que predominam os jornalistas do sexo masculino: Entendo de futebol e acho que já vai longe o tempo que as mulheres nem sabiam distinguir o árbitro dos jogadores.


