Chaminé Batom dá bis
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quarta-feira, 27 de dezembro de 2000
Jackeline Seglin De Londrina 
A banda não existe mais. Apesar de cada um em seu canto, sempre há motivo para matar a saudade. Depois de dois anos sem se apresentar para o público londrinense, o Chaminé Batom volta ao palco do Bar Valentino, hoje e amanhã, para um show que promete boas lembranças. A partir das 22 horas, o quarteto formado por Simone Mazzer, Elton Mello, Ricardo Grings e Carlinhos Rodrigues faz um revival com direito a Mente Mente, Férias em Videotape e Fuga do Gato, figurinhas carimbadas no repertório do grupo. A cantora Simone Mazzer anuncia, ainda, um mix musical de uma hora e meia que passa por Titãs, U2, Mutantes, Janis Joplin e Secos & Molhados.
O grupo foi desmontado, mas sempre que podem os integrantes dão um jeitinho de se reunir e relembrar os velhos tempos. Existe entre nós uma espécie de pacto de final de ano, quando a gente se encontra para apresentar. Agora deu certo encaixar uma data no Valentino, diz Simone, que atualmente mora no Rio de Janeiro e faz parte da Armazém Companhia de Teatro. Ricardo Grings é seu companheiro de elenco há três anos. Elton Mello mudou-se para Curitiba e apenas Carlinhos Rodrigues permanece em Londrina.
O Chaminé Batom foi criado em 1986 como coro cênico. A proposta era unir a estrutura de um coral à disciplina de um grupo de teatro. O primeiro espetáculo nasceu em 1987, Nolens Volens, um misto de músicas renascentistas e MPB. Nesse ano, o Chaminé Batom se apresentou na Bienal Internacional de Artes (SP) e venceu a 8ª Mostra de Música de Londrina com a música Johnny (Sílvio Valentin).
O coro cênico voltou ao palco em 1988 com o espetáculo Essa Coisa e partiu para interferências em vários espaços alternativos, até surgir Sissi A Pequena. Em 1989, o Chaminé Batom estreou Enfim, Lupiscínio... e rodou dois anos pelo Paraná.
O ano de 1991 foi uma época de mudanças para o grupo. Com Juventude Feliz e Sadia nascia a banda Chaminé Batom, que além de interpretar outros autores, passou a pesquisar um novo repertório e executar composições próprias.
Mais uma vez, o grupo se reciclou e ganhou novos integrantes. Desde então, a trupe apresentou Chaminé Batom Lembra Elis (de 92 a 95), Am Days (92), Show Bzzz e Beth e Elizabeth (ambas de 93). Nesse período, recebeu o Prêmio Profissionais do Ano por sua participação no setor artístico-cultural do Paraná.
O primeiro disco veio também em 1993, acompanhado de um show de lançamento no Iate Clube de Londrina. O LP, uma produção independente, tinha quatro faixas Mente Mente, de Robison Borba, e três composições do Chaminé Batom: Tempo de Bufões, A Festa e Censurar Ninguém Se Atreve.
Decifra-me ou... o CD foi gravado em 1995 e lançado no Cine-Teatro Ouro Verde. Com este show, a banda viajou dois anos até chegar ao ponto final da carreira. Era muita gente trabalhando junto, difícil de conciliar. Foi ficando quem podia, analisa a cantora.
Para Simone Mazzer, a maior marca que o Chaminé Batom carregou nos 11 anos de estrada foi a troca de energia com o público. Era uma presença gostosa, um astral, uma troca bacana entre público e banda. Não esqueço isso.
Show da banda Chaminé Batom. Hoje e amanhã, às 22 horas, no Bar Valentino (Av. Bandeirantes, 61), em Londrina. Ingressos a R$ 5,00.


