Elas não se lembram de quem atirou o último bacalhau sobre o auditório e desconhecem o atual paradeiro da Terezinha - embora afirmem que a musa de Chacrinha realmente existiu e é irmã da cantora Rosemary. Depois que a buzina silenciou, aposentaram as botas de cano alto e passaram a exibir a anatomia que povoou tantos sonhos adolescentes em shows pelo interior do País, em academias de dança ou sessões privês para os maridos. Foram substituídas no imaginário popular por Xuxa e, hoje em dia, Carla Perez.
Mas seus nomes compostos e suas coreografias insinuantes fazem parte do folclore da televisão brasileira. Sarita Catatau, Daisy Cristal, Dalva Garça Dourada, Bia Whitaker, Erika Selvagem, Ana Maria, Valderez, Dalva San, Rita Cadillac, Índia Amazonense, Gracinha Copacabana... algumas já passaram dos 40, mas a maioria ainda está na faixa dos 30 e poucos anos.
Há dois anos, algumas delas se uniram para voltar aos shows, chegaram a ensaiar um musical. Rita Cadillac, que já é vovó aos 43 anos, preferiu a carreira solo e ainda se apresenta em shows pelo País - além de participar de um programa dedicado aos mecânicos, na tevê. Ela resolveu ser cantora bem antes da morte do Velho Guerreiro - em 1983, quando passou a se apresentar principalmente em feiras agropecuárias. Ganhou o título de ‘‘Rainha dos Garimpeiros’’, em Serra Pelada. Erika Selvagem casou-se com um americano, teve dois filhos e mora nos Estados Unidos. Valderez também deixou o País - é hoje dona decasa na Suíça.

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