São Paulo, 22 (AE) - Para o lançamento do seu primeiro CD, "Dindinha" (Atração Fonográfica), a cantora mineira Ceumar preparou um espetáculo calcado na simplicidade. "Será muito semelhante aos shows que normalmente venho fazendo", conta. "Estou tentando ser o mais fiel possível ao disco." No entanto
é justamente a sua simplicidade sábia que se torna cativante. Ceumar vai mostrar essa musicalidade, que está presente no repertório de "Dindinha", amanhã (23) e sexta, no Teatro do Sesc Pompéia.
"O CD também é muito simples, sem instrumentos muito diferentes, apenas cuidadoso", acredita. Mas, como ela mesma observa, o conjunto montado para a feitura desse trabalho e show é bastante competente. "Os músicos são muito bons e tocam comigo há muito tempo." E ainda, além de cantora talentosa, ela é ótima violonista.
Em "Cantiga, de Zeca Baleiro, Ceumar, com seu violão de cordas de aço, "muito simples", interpreta a bela música, que tem a construção poética costurada pela sonoridade de palavras em inglês, português e italiano: "Give me your love/ Love me alive/ Me leve/ Nas asas da borboleta leta/ Que borbole bole-bole/ Sol que girassole, sole mio amore/ Flore me now and forever/ Never more flores."
A intérprete será acompanhada por Webster Santos (violões), Luis Cláudio (percussão), Otavinho (sanfona), Thomas Rohrer (violino) e Pedro Macedo (baixo acústico). O interessante é que eles farão o coro em algumas canções. "Pensei em chamar as minhas amigas cantoras (Rossana Decelso, Simone, Julian, Tata Fernandes, Vanessa da Mata e Vange Milliet) que participaram do CD, mas com essa oportunidade, acabei aproveitando as habilidades dos meninos para o canto."
Ceumar é de Itanhandu, cidade do sul de Minas. Ela tem voz límpida e bem projetada. Pronúncia clara que permite a ela interpretar desde "Maldito Costume", que Sinhô compôs em 1929, assim como "Let It Grow", de M. Dunford e B. Tatcher. Há ainda composições de Josias Sobrinho, Luís Gonzaga, Zeca Baleiro (produtor do álbum) e Chico César.

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