Osmani CostaRuela do centro velho de Havana. Antes da Revolução de 59, estes sobrados pertenciam a famílias de classe média. Hoje, servem como habitações coletivasAs principais atrações turísticas de Havana estão no centro velho da cidade. São inúmeros monumentos, museus, igrejas, bares, restaurantes e casas noturnas que não podem deixar de ser visitados. Destacam-se o Museu da Revolução - instalada na antiga residência oficial do ditador Fulgêncio Batista - Museu de Arte Moderna, Praça da Catedral, Forte do Morro, Museu da Cultura Cubana, Bar La Bodeguita Del Medio, Cabaré Tropicana, Catedral da Salsa e muitas fábricas de charutos.
Airton NozawaFachada principal do Museu da Revolução, no centro velho de HavanaHavana não é uma cidade para quem pretende curtir praias, apesar de que elas existem e o calor é intenso. A capital cubana é perfeita para uma parceria entre o lazer e a cultura. Ela é ideal para quem deseja descansar, conhecer a história de um povo - misto de indígenas, negros, e os colonizadores espanhóis - ousado, valente, hospitaleiro e bem-humorado; além de não dispensar os prazeres da boa comida e de atrações noturnas.
Não é caro passear e se divertir em Havana. Tudo é cobrado em dólar e, por isto, não vale a pena fazer a conversão do seu dinheiro para o peso cubano na chegada ao país. Um dólar vale cerca de 20 pesos. O turista não tem muito o que comprar, pela incipiência da indústria cubana, a não ser objetos do artesanato e pequenas lembranças. Isto, lógico, sem falar no rum e nos charutos, os melhores do mundo e os produtos mais exportados da ‘ilha’ ao lado do açúcar de cana.
Osmani CostaDetalhe da fachada de um antigo prédio que passa por restauração
Os ingressos para as visitas aos museus e fábricas de charuto variam de US$ 3,00 a US$ 10,00. Um litro de rum Cuba Club, o melhor, custa de US$ 3,00 a US$ 8,00, dependendo do tempo de envelhecimento. O mais novo, de cor clara, é mais barato e o melhor para o preparo do Mojitos, da Cuba Livre, Margarita e outros drinques típicos dos países do Caribe. O Club 7 anos, mais caro, é amarelado e para se tomar puro, juntamente com uma cerveja gelada.
Uma lata de cerveja cubana - de qualidade próxima a uma cerveja média brasileira - custa perto de US$ 1,00; as importadas, normalmente mexicana ou européia, custa em média US$ 3,00. Uma refeição individual em restaurante do centro velho de Havana pode ser feita com pouco mais de US$ 10,00. A comida é muito saborosa e apimentada, à base de carne de porco, de frango, peixes e frutos do mar. A chamada cozinha crioula capricha no tempero, muito perfumado pelas ervas naturais. Arroz e feijão preto - que já vêm misturados - estão sempre presentes nas refeições cubanas.
E há ainda o lado novo de Havana, com seus parques, praças e avenidas muito espaçosos e impecavelmente limpos. Por eles transitam os cubanos - quase nunca com pressa - e seus automóveis antigos, na maioria Chevrolets e Ladas com mais de 30/40 anos de uso, heranças da ex-amizade com os Estados Unidos e da ex-União Soviética, o bloco aliado de países comunistas do Leste Europeu.
Nesta parte, fica o lado residencial da atual classe média cubana: professores universitários, médicos, cientistas, pesquisadores, e o alto escalão do Exército. Aqui estão instaladas também as embaixadas dos países que mantêm relações diplomáticas com Cuba, país descoberto pelos espanhóis em outubro de 1492. É para onde a cidade cresceu e se modernizou nas últimas décadas, em direção ao Aeroporto Internacional.
Nas proximidades, além de muitos hotéis internacionais, ficam o Jardim Botânico, o Teatro Nacional Kal Marx, o parque do Zoológico Nacional, o Palácio das Convenções, a Praça do Monumento à Revolução; e o Parque Lenin, que com extensa área verde natural oferece aos visitantes passeios a cavalo, pesca e a prática de remo em lago de água doce.

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