Centro registra história da Medicina
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 14 de abril de 1998
Érika Pelegrino 
ReproduçãoSolenidade da instalação da Regional do Norte do Paraná do Colégio Internacional de Cirurgiões (9/09/1950). Os médicos: Carlos Gama, de Londrina, Arthur Santos, de Curitiba e Jairo Ramos, de São PauloA história da Medicina em Londrina e região será registrada através do Centro de Documentação e Memória da Associação Médica de Londrina. Todas as atividades relacionadas à Medicina desde o surgimento da AML, que nasceu Sociedade Médica de Londrina em 1930, serão sistematizadas no Centro.
Embora sempre tenha existido, por parte dos médicos da Associação, a preocupação em documentar e arquivar a história, o Centro passou há existir oficialmente há 60 dias quando foi inserido no Estatuto da Associação Médica de Londrina. Segundo o diretor da AML, que está a frente do projeto, o médico Samuel Silva da Silva, o Centro de Documentação será uma extensão do centro cultural que já funciona na antiga sede da AML, na Praça 1º de Maio.
O objetivo será a criação de uma referência para a pesquisa da história da Medicina dentro do contexto londrinense e da própria Medicina, para futuras gerações. Hoje a AML já conta com um acervo de 150 pastas composto por documentações da história da AML, doações de acervos de médicos pioneiros de Londrina, doações de familiares de médicos pioneiros já falecidos.
Recentemente foram doados pelo doutor Afonso Haikal, um aparelho de ultravioleta e outro de infravermelho. A viúva do doutor Francisco Xavier Toga doou um equipamento denominado diatermia. Todos com mais de 50 anos.
ReproduçãoXII Semana Médica Regional do Norte do Paraná (29/08/1956). Da esquerda para a direira: o Prefeito de Londrina, Antônio Fernandes Sobrinho, governador do Paraná, Moisés Lupion e o presidente da AML, doutor Carlos da Costa Branco
No atual arquivo da AML há registros desde 1956, quando o cirurgião Anísio Figueiredo escreveu um histórico sobre a Associação. Em 1972, o patologista Walid Kaus começou a organizar um arquivo para sistematizar os documentos da AML. Em 1989, nos 50 anos da entidade, foram colhidos muitos depoimentos de médicos pioneiros que contaram a história local.
Samuel da Silva afirma que todo este material é um embrião para uma das atividades do Centro de Documentação: a criação de um Museu. Mas um Museu em sua concepção moderna, não um depósito de objetos antigos, mas um local de interação, um espaço para pesquisas.
O Centro contará com um setor de documentação, onde serão arquivadas atas de reunião, fotos, recortes de jornal e diversos registros de época. Serão também colhidos depoimentos de médicos pioneiros, principalmente para enriquecer os dados sobre os primeiros anos da AML, que são escassos.
Todos estes documentos serão ampliados e sistematizados, e outros serão produzidos, sempre visando o resgate da história da Medicina de Londrina e região. Todo este trabalho será concretizado através de leis de incentivo e projetos culturais e de preservação à memória. Além disso, será criada uma parceria com a Universidade Estadual de Londrina, que desde 1996 vem trabalhando no resgate da história do curso de Medicina.


