Centro de operações preserva a arara-azul
Além do lazer, o Refúgio Caiman funciona ainda como um centro de reprodução das araras-azuis, ave ameaçada de extinção por causa do tráfico de animais. A Caiman abriga o centro de operações do Projeto Arara-Azul, onde a bióloga Neiva Guedes coordena um programa de preservação da espécie.
O projeto existe desde 1990 e conseguiu dobrar a população de araras-azuis no Pantanal, de 1,5 mil indivíduos para 3 mil. No Brasil todo, estima-se que existam cerca de 5 mil araras-azuis. A cada ano, cerca de 50 casais procriam na área, aponta relatório do projeto. Os 98 ninhos existentes na Caiman hoje são cadastrados e monitorados. Alguns ninhos são artificiais, montados pelo projeto, para facilitar a reprodução das araras.
Neiva não recebe ajuda nem dos governos estadual do Mato Grosso do Sul nem do governo federal. Seu trabalho é realizado com o apoio da Universidade para o Desenvolvimento do Estado e Região do Pantanal (Uniderp), em parceria com a Fundação Manoel de Barros e o WWF Brasil. Conta ainda com o patrocínio da Toyota do Brasil e Hyacinth Macaw Fund, Vanzin Escapamentos, Caiman, Conservation International, Ibama e Renctas. (M.D.)





