Caminhando para os 20 anos de carreira, o premiado cenógrafo Fernando Marés sente que a profissão começa a atrair a atenção dos jovens. ‘‘Tenho notado esse interesse porque as pessoas me procuram, querem aprender’’. É uma leva que está surgindo aos poucos, e talvez motivada pela mesma paixão que o pegou ‘‘no meio do caminho’’. Para quem imaginava atuar como ator, foi um aparente desvio de rota.
No Atelier de Criação Teatral Marés desenvolve uma oficina para um grupo de seis alunos, dentro das características dos demais cursos oferecidos ali. ‘‘É uma linha aberta a todas as áreas, porque a cenografia precisa das outras artes para existir’’, explica. Essa intimidade é tão profunda que Luís Melo aproveita para falar da integração do espaço e das artes, cuja finalidade é o fazer teatral:
– A gente vai utilizar o ateliê de cenografia como oficina mesmo, desde mexer no barro até fazer uma flor de papel de jornal. Porque, a partir do momento em que você exercita a delicadeza que tem que ter com as mãos para confeccionar uma flor, é a mesma delicadeza que deverá ter no momento da representação. Então você está preparando aqui aquela flor que vai usar no seu chapéu, como detalhe do seu figurino. (Z.C.L.)

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