Está na moda casar na praia ou num sítio. Alguns noivos, com mais dinheiro, escolhem cerimônias românticas na Polinésia Francesa. Nem casamentos em castelos de Chantilly são mais novidade. O que dizer, no entanto, de uma união firmada no fundo do mar ou em queda livre?
Essas cerimônias já foram testadas e aprovadas pelos casais Matias Galeano e Danielle Ramalho e Paulo e Fernanda Kalassa. E não pense que os malucos embarcaram sozinhos: padrinhos acompanharam com cilindros de oxigênio e pára-quedas. ''A família achou estranho no começo, mas depois curtiu'', conta Kalassa, sobre o seu casamento com Fernanda, celebrado num salto de pára-quedas em Campinas, a 98 quilômetros da capital. ''Fizemos noivado, casamento, tudo com o pára-quedismo'', diz ele.
Kalassa e Fernanda se conheceram no esporte e trocaram o primeiro beijo de casados a milhares de metros de altura, depois de uma cerimônia no avião. Vestida de branco, Fernanda usava tiara e carregava buquê, mas teve de se desvencilhar dos apetrechos antes de saltar. Kalassa atirou-se no ar de terno e gravata. Enquanto os dois pombinhos se beijavam, os padrinhos formaram um coração no céu todos vestidos a caráter, claro. O casal realizou o salto com a Azul do Vento (www.azuldovento.com.br), centro de pára-quedismo que frequentam.
O professor de educação física Galeano confessa que a sua mulher, Danielle, não teve muita opção na cerimônia feita no fundo do mar, num mergulho em Cabo Frio, no Estado do Rio. Como ninguém conseguiria falar embaixo d'água, placas levavam os dizeres do pastor e as respostas dos noivos. ''Só fizemos o 'sim', por uma questão de economia.''
As alianças foram levadas numa concha por ele, que mergulhou de terno em cima da roupa de neoprene. ''A Danielle usou um neoprene todo branco, véu e carregou um buquê de conchas e pérolas'', descreve Galeano.
A maior dificuldade, segundo ele, foi achar um sacerdote. ''Não achamos padre, só um pastor topou'', diz Galeano. ''Treinamos numa piscina, mas o cara entrava em desespero! Tivemos de contratar um instrutor para ele'', conta o professor.
O casal planejou o casamento por conta própria. ''Eles mergulhavam com a gente e nos pediram para fazer a cerimônia'', diz Carlos Alberto Cunha, sócio da operadora de mergulho Cabo Frio Sub (www.cabofriosub.com.br).
Mas há noivos que precisam de uma mãozinha para planejar as bodas ''insanas'', no bom sentido, é claro. A assessora de casamentos Margareth Calixto, da Adonai Eventos (www.adonaieventos.com.br), diz que já foi procurada por alguns deles. ''Teve um casal que nos dois dias anteriores ao casamento fez um circuito de aventura, com os convidados, de Ilhabela a São Paulo. A cada parada faziam atividades como trilha em jipe, surfe e rappel em cachoeira'', diz.
Segundo Margareth, um casamento com salto de pára-quedas e festa para os convidados custa em torno de R$ 30 mil. Se for só para os noivos, pode sair por menos de R$ 5 mil.

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