Cenas de ação e violência marcam Reféns
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Camila Monroe <br> Folhapress 
O novo filme de Nicolas Cage e Nicole Kidman, ''Reféns'', quase faz o público esquecer que ambos já foram agraciados com um Oscar cada um - ele por ''Despedida em Las Vegas'' (1995), do diretor Mike Figgis, ela por ''As Horas'' (2004), de Stephen Daldry. A história lembra um filme com o nome quase igual: ''Refém'' (2005), estrelado por Bruce Willis e dirigido por Florent Emilio Siri.
Kyle Miller (Cage) é um contrabandista que sustenta a mulher, Sarah (Kidman), e a filha, Avery (Liana Liberato). A família mora em uma mansão, o que desperta a atenção de outra família, mas de ladrões, composta pelos irmãos Jonah (Cam Gigandet) e Elias (Ben Mendelsohn), além da mulher deste último, Petal (Jordana Spiro).
O filme mostra dois núcleos bastante confusos. Kyle e Sarah vivem uma crise conjugal mal explicada, enquanto Avery, apesar de rebelde, parece ser a única sensata na casa. Já Jonah, Elias e Petal são viciados em drogas e precisam de dinheiro para pagar uma dívida com traficantes - daí surge a ideia do assalto. Mas Jonah é apaixonado por Sarah, o que faz com que ele seja capaz de ousadias que dificilmente convencerão o espectador.
Cenas de ação e muita violência compõem todo o filme. Os atrapalhados ladrões invadem a mansão e ameaçam, o tempo todo, a família refém. As atuações são razoáveis, mas o roteiro é pouco crível - é improvável que um pai e marido tão amoroso como o que o filme tenta mostrar em Kyle resista em abrir um cofre com armas apontadas para as cabeças de sua filha e sua mulher, por exemplo.


