São Paulo - A primeira impressão é de receio diante de um ambiente desconhecido. Mas quem deixa o medo de lado dificilmente se arrepende: a beleza que se esconde dentro de uma caverna é de arrepiar. ''É lindo, surpreendente'', afirma o técnico em telecomunicações Paulo Roberto Santos, de 35 anos, que viajou para o Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (Petar) há três. ''O colorido lá dentro é incrível. Fico imaginando o tempo que a natureza levou para formar tudo isso.''
De acordo com a Sociedade Brasileira de Espeleologia (SBE), são quase 4 mil cavernas catalogadas no País. Estima-se, entretanto, que esse número corresponda a apenas 5% das existentes. ''Na Espanha, que tem a área semelhante à de Minas Gerais, há 60 mil cavernas. Ainda há muito para descobrir'', diz José Ayrton Labegalini, presidente da União Internacional de Espeleologia (UIS) e coordenador da comissão de grutas turísticas da Federação Espeleológica da América Latina e Caribe (Fealc).
No Brasil, o turismo espeleológico ainda é pouco explorado ao todo, são 15 cavernas destinadas à visitação em massa. Quem procura aventura tem mais opções, como o Petar e Chapada Diamantina, mas, ainda assim, em comparação com outros países, o segmento ainda tem muito a desenvolver. ''O turismo bem dirigido auxilia a economia local e pode desenvolver uma cidade'', explica Labegalini. ''Mas é preciso ter um planejamento para que o impacto seja o mínimo possível'', complementa.
Por esse motivo, os visitantes sempre são orientados a seguir o que manda o lema da espeleologia: ''Em uma caverna, nada se tira, a não ser fotografias; nada se deixa, a não ser pegadas; nada se mata, a não ser o tempo''.

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