"Flor do Caribe", a nova novela das seis da Globo que estreia amanhã (11), apresenta algumas das características prediletas de Walther Negrão para uma trama: lindos cenários, com praias e dunas, e gente muito bonita. Bem ao estilo de outros trabalhos do autor, como "Tropicaliente", de 1994, e "Como uma Onda", de 2004. Depois de "Lado a Lado", uma trama carregada de contexto histórico e temas engajados como o racismo e emancipação feminina, o horário das 18 horas agora conta com uma história com ares de aventura. "Tudo é muito bonito, romântico, colorido, suave e, ao mesmo tempo, tem uma história forte", conta Jayme Monjardim, diretor de núcleo da produção.
As semelhanças com trabalhos anteriores não devem ser ignoradas, segundo o próprio autor. A beleza que será mostrada foi um dos motivos da criação de "Flor do Caribe". "Dessa vez, o ponto de partida não foi a trama em si, mas a ideia de fazer uma novela solar, com apelo de belas paisagens, especialmente praias do Nordeste", explica Negrão.
"Flor do Caribe" investiu alto na beleza. Além de um elenco recheado de galãs e beldades, os cenários da trama são exuberantes. Com gravações no Rio Grande do Norte e na Guatemala, um punhado de famosos paraísos potiguares serão exibidos, como a Praia da Pipa, na cidade de Tibau do Sul; Genipabu, em Extremoz; e as Dunas do Rosado, que ficam em Areia Branca e Porto do Mangue.
Diferentemente dos já conhecidos pontos turísticos nordestinos, que confirmaram sua beleza, as locações na América Central surpreenderam a direção da novela. "Tínhamos de escolher um país do Caribe para gravar. Eu pesquisei muito a América Central até chegar à Guatemala e percebi que ela reunia os lugares mais incríveis que eu já tinha visto. É um país muito bonito, com um clima e cores maravilhosas", observa Jayme Monjardim.
Além das paisagens naturais, "Flor do Caribe" terá duas grandes cidades cenográficas. Uma delas na própria Globo e a outra na Restinga da Marambaia, no Rio de Janeiro, que abrigará a vila dos pescadores e a cabana onde o casal protagonista se encontra. O ambiente da fictícia Vila dos Ventos, que centraliza a trama da novela, foi construído com a intenção de ressaltar o que é natural e característico do Rio Grande do Norte. "Nossa pesquisa foi ir atrás de pessoas que vivem na região para elas contarem o que há de mais típico, como seguram cada coisa...", conta Lara Tausz, produtora de arte.
A novela vai contar a história do romance entre Cassiano e Ester, casal interpretado por Henri Castelli e Grazi Massafera. De origem humilde, os dois se apaixonam quando jovens e têm planejado o resto de uma vida juntos. Mas, um grande imprevisto acontece. Alberto, de Igor Rickli, um homem muito rico e apaixonado por Ester, passa por cima da amizade que tem com Cassiano para conquistar a moça.
Ele chega a bolar um plano para se livrar do concorrente. Alberto pede ao amigo de longa data, que é piloto da Aeronáutica, que entregue um carregamento de diamantes no Caribe. Tudo armado. O mocinho flagrado termina fugitivo e, depois de longo tempo desaparecido, é dado como morto pela maioria das pessoas com quem tinha convívio. "É uma novela que fala sobre amor e conflito. Uma trama onde o casal se perde e demora a se encontrar", descreve Walther Negrão.
Em "Flor do Caribe", Walther e Jayme embarcam no terceiro trabalho juntos. Em "Direito de Amar", de 1987, Monjardim era um dos diretores cinegrafistas. Já em "A Casa das Sete Mulheres", de 2003, ele era diretor de núcleo, como agora. "Já é uma parceira antiga e temos muito carinho um pelo outro", revela Jayme. A qualidade do que vai ser exibido é a grande preocupação do autor e, nisso, o perfeccionismo do diretor é providencial. "Ele é um entusiasta, uma pessoa ótima para trabalhar. Além disso, tem um apreço pela estética e pela fotografia, tudo tem de ficar perfeito", conta Negrão.

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