E já que Acapulco faz lembrar o universo do cinema, um outro passeio pelos seus arredores também remete às telas. ''Pie de La Cuesta'', mais precisamente a Laguna de Coyuca, a cerca de uma hora de carro a noroeste da cidade, diz-se que foi cenário dos filmes ''Rambo'' I e II, ''The African Queen'' (de 1951, com Katharine Hepburn e Humphrey Bogart) e ''Tarzan''.
Verdade ou não, a vegetação, a fauna silvestre, a visão de uma estreita faixa de areia que de um lado dá para a lagoa e, de outro, para o Pacífico tudo isso faz valer um dia por lá. Longe da agitação acapulquenha, o caminho para Pie de La Cuesta está na lista de destaques para quem deseja conhecer uma outra face sem maquiagem de Acapulco. Saindo das proximidades da orla da cidade, nada de glamour. Uma das poucas coisas que ainda se vêem em comum são os Fusquinhas.
Logo que se chega ao pequeno vilarejo, um nativo vem até você e se oferece para levá-lo a dar uma volta de barco pelo mangue. O preço, bem, isso depende do seu poder de pechincha, lembra-se? Mas o habitualmente cobrado fica em torno de 200 pesos por uma hora. As paradas do roteiro vão de acordo com o tanto que você gostou de um ou outro atrativo. Pratique seu espanhol com o barqueiro e ganhe de lambuja algumas histórias bem pitorescas.
Santuário ecológico, lá aves como catarinas, pelicanos, gaivotas, garças brancas e pardas são vistas de pertinho e aos montes, dando a impressão de que se acostumaram a posar para as câmeras. Dessa vez, o diretor é você, mas não há trabalho algum. Tire algumas fotos ou, se preferir, filme alguns rasantes das ''atrizes''. Depois, simplesmente relaxe e curta o visual.
Ah, o Oceano Pacífico. Acabado o tour fotográfico, encontre uma rede ou uma vaga na praia. Não será preciso muito esforço: a faixa de areia é extensa e este não é um point mexicano. Apesar disso, alguns poucos famosos, como o cantor Luis Miguel, não subestimam o encanto esquecido da região. Pelo contrário. O que move o superstar mexicano até a Laguna de Coyuca são os banhos de lama que, dizem, rejuvenesce a pele.
A melhor época para uma visita é entre os meses de julho e dezembro, pois, fora desse período, é possível que o encontro das águas do Pacífico com as da lagoa cubra a faixa de areia. Nos meses de baixa das águas, pode-se conferir ainda a ação de pescadores. Com suas redes, fazem a festa com muito camarão e peixe.

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