Chillán - O ruído do esqui deslizando suavemente sobre a neve quebrando o silêncio da montanha e a adrenalina da descida compensam, e muito, o incômodo da bota rígida e de eventuais tombos. Na teoria, para quem gosta de esqui, esquiar é bom em qualquer lugar. Na prática, o cenário e a infra-estrutura do local podem fazer diferença.
Termas de Chillán é um desses lugares em que a diversão vai muito além do esqui. O complexo turístico instalado 400 quilômetros ao sul de Santiago tem atrações para todas as estações do ano, mas é no inverno que se torna mais encantador.
A temporada começou em meados de junho e São Pedro não decepcionou: já nas semanas que antecederam a abertura oficial da estação nevou o suficiente para cobrir todas as 32 pistas do complexo. Segundo os especialistas, quanto mais espessa a camada de neve da montanha, melhor fica a pista.
A pista mais extensa de Termas de Chillán, Las Tres Marías, tem 11 quilômetros de descida e é a maior da América do Sul, segundo seus administradores. Não é das mais fáceis, mas pode ser percorrida por esquiadores de nível intermediário aqueles que se sentem seguros para fazer curvas e frear os esquis. A subida até o alto da pista é feita de carro.
Há circuitos muito mais amigáveis, com colinas suaves e recomendáveis para os esquiadores de primeira ou segunda viagem. Há também, claro, as pistas mais desafiadoras, para os cobras do esporte. Para os esquiadores de nível avançado, o máximo de adrenalina está na prática do heliski. A aventura consiste em ser levado de helicóptero até o topo das imensas montanhas que cercam o complexo e descer pelas encostas de neve virgem. Obviamente não é tarefa para quem calça botas de esqui pela primeira vez.
A paisagem do local é marcada pela mistura de montanhas nevadas e bosques de pinheiros com outras árvores. O contraste em verde e branco, porém, é quebrado nas manhãs que se seguem às noites de nevasca. Durante a pré-temporada, a neve cobria totalmente a ramagem das árvores e o que se via era um quadro de branco quase total.
O lugar emprestou o nome do vulcão Chillán, que se ergue entre as montanhas da cadeia dos Andes. Apesar de ativo, não há notícia de uma erupção mais violenta nos últimos séculos.
Há várias opções de hospedagem e pacotes que incluem as mais diversas atrações do local. Uma das alternativas mais baratas é o recém-inaugurado Hotel Pirimahuida, que oferece transporte até as pistas de esqui do complexo, das quais está distante apenas sete quilômetros. Mas, em tempo de real valorizado, talvez valha a pena pagar um pouco mais e hospedar-se diretamente no Grand Hotel, o principal do centro de esqui e perto do ponto de partida dos teleféricos que levam às pistas.
A maior parte dos turistas opta por fazer de avião a viagem entre a capital chilena e Concepción, onde fica o aeroporto que recebe vôos regulares mais próximo. O vôo leva 50 minutos. De Concepción até o complexo de Termas de Chillán, é preciso encarar mais duas horas e meia de carro. Os hotéis do complexo põem à disposição do turista veículos para esse trajeto. Em julho, a pequena pista de pouso de Chillán, cidade a cerca de 80 quilômetros de Termas de Chillán, recebe, todos os sábados, um vôo procedente de Santiago. Mas os chilenos em geral recomendam uma viagem alternativa. Em vez do avião, eles sugerem que o turista tome o trem que liga a capital chilena a Chillán. A viagem, em meio à deslumbrante paisagem de bosques e montanhas, dura cerca de três horas e meia.
Viagem feita a convite de Termas de Chillán e da LAN.

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