Cenário clean para vestuário fashion
Espaços comerciais
ganham clareza visual
e design sóbrio
sem competir com
os produtos expostos
Angela Raizer Barbosa
Mário CésarNa área do provador, composição harmônica entre espelho, poltronas e produtos
Reinaldo Lourenço, Glória Coelho, Hugo Boss, Patachou, Beth Loeb mostram (e vendem) suas criações em cenários projetados sob medida. Não é de hoje que arquitetura e decoração andam juntas. Ultimamente, no entanto, essa tendência ganhou mais força. Graças ao crescimento do design de interiores, alguns espaços comerciais, literalmente, ditam moda. Basta percorrer os corredores de um shopping para perceber que não se fazem mais lojas como antigamente. As antigas prateleiras abarrotadas de roupas que ocupavam toda a extensão da parede, separadas por um balcão enorme que impedia o acesso aos produtos, mudaram muito. Agora, o design contemporâneo aproxima a arquitetura da moda e cria uma atmosfera sóbria e elegante sem competir com os produtos à venda. Uma tendência que tem funcionado como um sopro de ar fresco nos ambientes comerciais.
Mário CésarAmbientação funcional e materiais claros ampliam o espaço desta loja
A convivência do mobiliário com roupas e acessórios tem que ser harmoniosa, afirmam os arquitetos Marcos Maia e Gilmar Mazari, responsáveis pela ambientação de lojas de vestuário no centro e no Catuaí Shopping Center, em Londrina. Em todos os projetos transparece a obsessão da dupla pelo visual limpo, dominado pela madeira em tons claros/escuros, com intervenções precisas de outros materiais como aço escovado, inox, mármore, vidro, sem contar com a iluminação, um elemento decisivo na composição dos cenários. O layout funcional do mobiliário procura enfatizar os produtos, resultando em um visual sem excessos e de fácil circulação.
Mário CésarO estar ganha tratamento de residência: espera confortávelO processo de aproveitamento de espaço é similar à decoração de residências, o que muda é o tipo do design, a função para o qual foi concebido e o acabamento. A casa só precisa agradar ao dono, a loja tem que agradar a todos, observa Gilmar. Uma regrinha básica está relacionada à dimensão do espaço e à utilização de materiais: áreas grandes podem utilizar madeira em tons escuros, áreas pequenas exigem madeira em cores claras. Isso vale tanto para moradias como para lojas.
Mário CesarBonito e funcional: móvel desenhado para exibir acessórios femininosSegundo os arquitetos, ainda são poucos os empresários que param para pensar o quanto é útil a concepção de um projeto bem dimensionado. A beleza estética e o conforto contribuem para que o cliente permaneça mais tempo dentro da loja. Por isso, sempre reservamos um espaço para que as pessoas possam ter um lugar para sentar, folhear revistas e até assistir à TV, esperando confortavelmente como se estivessem em casa. Afinal, a maioria dos clientes entra na loja acompanhada, seja pela mãe, marido, filhos ou amigos. E o conforto de quem espera também é fundamental, argumenta Marcos Maia.
Mário CésarO aparador com tampo de vidro funciona como vitrine para os acessóriosÉ claro que isso tem um custo. Um dos itens que mais oneram esse tipo de projeto é a iluminação, diz Gilmar Mazari. No entanto, ele lembra que uma loja não precisa ter o mesmo padrão de uma residência e pode-se substituir materiais nobres por alternativos e dar um tratamento mais adequado ao acabamento. Nesse tipo de projeto, é importante que o mobiliário funcione como pano de fundo para as roupas e acessórios, valorizando a tonalidade das peças, sem confundir ou poluir o ambiente, acrescenta o arquiteto.
Mário CésarForma a serviço
da função:
facilidade na
escolha dos produtos Agradecimento às lojas Kikos, Carmen e Maria Vitória.





