‘‘A primeira coisa que fizemos nessa montagem foi a investigação. O Alex Dias quis trabalhar com os ossos e articulações na orbitalidade, como um satélite trabalha essa órbita. Como se dessa órbita escapasse algum movimento.
Durante o processo, pedimos para o elenco trazer suas memórias, mas não estávamos deixando claro para que seria. Num momento pedimos para o grupo colocasse numa palavra o que gostaria de criar. Apareceram coisas como a relação homem/mulher, fantasias... A partir disso, o Alex começou a trabalhar em cima da orbitalidade. Tem um bailarino que trabalha, por exemplo, só com os braços. O Alex restringiu o estímulo. Não queríamos objetos cênicos. Era uma maneira de tirá-los do que já tinham feito antes. A questão da memória. Ficamos de três a quatro meses jogando com eles. O Alex fez uma coisa difícil, já que teve que chegar ao osso’’.

mockup