''Sou filha da Companhia do Latão (grupo de pesquisa teatral de São Paulo), com a qual fiz alguns trabalhos e, por isso, carrego muito referências como o olhar para a cena, para o modo como se coloca a música... gosto de desenhos em cena. E como fruto da geração anos 80, criei nesse espetáculo um coro de bombeiros inspirado nos seriados da época, como 'As Panteras', 'Poderosa Ísis', 'O Elo Perdido', essas porcarias enlatadas americanas. Resolvi assumir essa parada e colocar em cena. É o resgate da visão do herói que sempre chega depois do acontecido. É o fracasso do heroísmo americano. Como contraponto, trabalhamos o núcleo dos personagens com um tom realista. Isso foi buscado muito na prática, aliado a um treinamento corporal, à técnica do contato-improvisação e ao trabalho com bastões (bambus)''.
(J.S.)

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